terça-feira, 20 de janeiro de 2026

VÍDEO - "Tiro de fuzil na cara": Caso Tassos Lycurgo expõe intolerância na UFRN

 


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que deveria ser o principal palco para o livre debate de ideias no estado, parece estar se transformando em um ambiente hostil ao pensamento divergente. O caso do professor Tassos Lycurgo, do curso de Direito, é um sintoma alarmante dessa realidade. Alvo de um abaixo-assinado que pede sua expulsão, além de uma campanha de difamação, xingamentos e até mesmo ameaças de morte nas redes sociais, o professor se tornou o exemplo mais recente de uma perseguição ideológica dentro da academia.

O que se observa não é um debate de ideias ou uma discordância acadêmica, mas uma tentativa explícita de silenciar e expurgar um indivíduo com base em suas convicções, notadamente conservadoras e cristãs. A universidade, em vez de proteger a pluralidade e garantir que o contraditório seja exercido com respeito, parece assistir passivamente enquanto um de seus docentes é intimidado. A situação expõe uma perigosa inversão de valores, onde a "defesa da diversidade" paradoxalmente não inclui a diversidade de pensamento.

A existência de um abaixo-assinado para a demissão de um professor concursado, não por um crime ou por má conduta profissional, mas por suas opiniões, é um ataque direto à liberdade de cátedra e à liberdade de expressão. Quando a resposta ao pensamento de alguém se transforma em ameaças, o diálogo acadêmico morre e dá lugar à barbárie. A UFRN, ao permitir que esse clima de caça às bruxas se instale, falha em seu papel fundamental de ser um espaço seguro para todos, independentemente de suas posições políticas ou religiosas.

Este episódio lamentável não é apenas sobre Tassos Lycurgo. É sobre o futuro da própria universidade. Se a instituição não defender de forma intransigente o direito de seus membros de expressarem suas ideias sem medo de retaliação ou ameaças, ela deixará de ser um centro de conhecimento para se tornar uma mera trincheira ideológica. A comunidade acadêmica e a reitoria precisam refletir urgentemente sobre que tipo de ambiente estão construindo e se a UFRN ainda é, de fato, um lugar para todos.

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Matador na cadeia": Polícia Civil prende homem suspeito de envolvimento em vários homicídios no RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, na manhã desta terça-feira (20), três mandados de prisão contra um homem de 43 anos, investi...