Demorou, mas a servidora Laíse Silvane Tomaz do
Nascimento foi finalmente exonerada do cargo de coordenadora do Gabinete Civil
da governadora do Estado, Fátima Bezerra. Para quem não conhece, Laíse
Nascimento foi acusada por assédio moral, fazendo o Estado ser condenado em R$
500 mil.
As acusações contra a servidora comissionada têm
mais de 5 anos. Já estava na imprensa desde 2021 e no Ministério Público do
Trabalho (MPT) um ano antes. O Governo, mesmo tendo conhecimento, não fez
nada.
Esperou e esperou. Quando a condenação saiu, ainda
esperou mais um pouco. Aí quando a repercussão começou a aumentar e as pessoas
a se questionar se ela foi ou não exonerada, aí veio a exoneração, na última
sexta-feira (23).
DENUNCIA E SILÊNCIO
A ação civil pública foi ajuizada após investigação
do MPT-RN que identificou um ambiente de trabalho considerado degradante,
marcado por humilhações públicas, gritos, vigilância excessiva, jornadas
extenuantes e desvio de função, inclusive para a realização de tarefas pessoais
da então gestora.
Também foram constatadas práticas de controle da
vida privada dos servidores, como monitoramento de redes sociais e restrições
ao uso do banheiro.
A procuradora do Trabalho Heloise Ingersoll Sá
destacou que o assédio moral organizacional ultrapassa o dano individual. “O
assédio moral organizacional não é apenas uma violação individual, mas uma
prática que corrói o ambiente de trabalho e afeta toda a coletividade. Por
isso, é fundamental que empresas e órgãos públicos adotem medidas efetivas de
prevenção e combate a esse tipo de conduta”, afirmou.

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