O jornalista e jurista
André Marsiglia criticou duramente uma decisão do ministro Alexandre de Moraes
relacionada à anulação de uma sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM)
envolvendo a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em declaração
pública, Marsiglia afirmou que o ministro estaria “batendo boca com médicos” ao
desconsiderar uma opinião técnica da entidade e, segundo ele, questionar o
entendimento do CFM sobre o caso. Para o jornalista, a decisão judicial
representa um confronto direto com o órgão de classe, que, em sua avaliação,
estaria apenas cumprindo seu papel institucional.
Na avaliação de Marsiglia,
a postura do CFM demonstra independência e coragem diante do Judiciário,
diferentemente do que ele classificou como silêncio de outras instituições,
como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O jornalista também manifestou
preocupação com a possibilidade de o presidente do Conselho Federal de Medicina
vir a ser ouvido pela Polícia Federal em razão de uma opinião médica emitida
pela entidade, classificando o cenário como “vexatório” e prejudicial à imagem
do país. Em sua fala, Marsiglia afirmou ainda que episódios como esse reforçam,
em sua visão, a percepção de um ambiente de “excessiva judicialização” e cobrou
manifestações mais firmes de entidades representativas em defesa do que
considera ser o respeito às prerrogativas institucionais e ao direito.

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