Influenciadores digitais afirmam ter recebido
ofertas para participar de uma campanha coordenada nas redes sociais com o
objetivo de minar a credibilidade do Banco Central após a liquidação do Banco
Master. A revelação foi feita pela colunista Malu Gaspar, do O Globo,
durante o programa GloboNews Mais, a partir de documentos,
mensagens e relatos enviados por um vereador do PL de Erechim (RS).
Segundo a apuração, perfis com mais de 1 milhão de
seguidores foram procurados por agências digitais oferecendo pagamento
milionário para divulgar conteúdos questionando a atuação do Banco Central e
exaltando um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontava
possível precipitação na liquidação da instituição financeira. O discurso seria
padronizado e apresentado como parte de um “gerenciamento de crise” envolvendo interesses
políticos e econômicos.
Entre os abordados estão o vereador e influenciador
Rony Gabriel e a criadora de conteúdo Juliana Moreira Leite, ambos com cerca de
1,4 milhão de seguidores. Eles relataram que a proposta envolvia a divulgação
de uma reportagem do portal Metrópoles e a assinatura de
contratos de confidencialidade, com multas que chegariam a R$ 800 mil em caso
de vazamento. Nenhum dos dois aceitou participar da ação.
Documentos enviados à imprensa mostram que a
campanha era chamada de “Projeto DV”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do
Banco Master. Após entender o teor da proposta, Rony Gabriel recusou o trabalho
e tornou pública a tentativa de cooptação, afirmando que se tratava de uma ação
organizada para lançar dúvidas sobre o Banco Central e influenciar a opinião
pública de forma coordenada.
Com informações do O Globo

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