Presos políticos libertados na Venezuela voltaram ao
centro do debate internacional neste domingo (25), após a divulgação de novas
solturas em diferentes regiões do país. Segundo Alfredo Romero, diretor do
grupo de defesa dos direitos humanos Foro Penal, ao menos 80 pessoas deixaram a
prisão nas últimas horas. A informação foi publicada pelo ativista na rede
social X e, desde já, reacendeu questionamentos sobre a transparência do
processo conduzido pelo governo venezuelano.
De acordo com Romero, as libertações fazem parte de
um movimento em andamento. “Pelo menos 80 presos políticos que estamos
verificando foram libertados hoje em todo o país. É provável que ocorram mais
solturas”, afirmou. Embora o número represente um avanço, entidades
independentes seguem monitorando caso a caso para confirmar as informações.
Assim, o cenário permanece em atualização constante.
Presos políticos libertados e
divergência de números
Enquanto organizações de direitos humanos divulgam
dados cautelosos, o governo apresenta uma versão mais ampla. A presidente
interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que 626 pessoas já foram
libertadas desde a mudança no comando do país. No entanto, ela não detalhou o
cronograma nem informou datas específicas das solturas mencionadas. Por outro
lado, o Foro Penal contesta esses números e afirma que apenas 156 presos
políticos foram libertados desde 8 de janeiro.
Essa diferença de informações gera desconfiança
entre observadores internacionais. Conforme especialistas, a falta de listas
oficiais e de critérios claros dificulta a verificação independente. Além
disso, a divergência reforça críticas antigas sobre a condução do sistema
judicial venezuelano e o uso político das detenções. Ainda assim, defensores
dos direitos humanos reconhecem que qualquer libertação representa um alívio
para famílias que aguardam há meses ou anos por notícias.
Além disso, Delcy Rodríguez anunciou a intenção de
se reunir com o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
Segundo ela, o objetivo é solicitar que a Organização das Nações Unidas analise
as listas de pessoas libertadas até agora. Eventualmente, esse diálogo pode
abrir espaço para maior fiscalização internacional e, como resultado, ampliar a
pressão por novas solturas.

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