domingo, 25 de janeiro de 2026

Venezuela liberta 80 presos políticos neste domingo (25)

 


Presos políticos libertados na Venezuela voltaram ao centro do debate internacional neste domingo (25), após a divulgação de novas solturas em diferentes regiões do país. Segundo Alfredo Romero, diretor do grupo de defesa dos direitos humanos Foro Penal, ao menos 80 pessoas deixaram a prisão nas últimas horas. A informação foi publicada pelo ativista na rede social X e, desde já, reacendeu questionamentos sobre a transparência do processo conduzido pelo governo venezuelano.

De acordo com Romero, as libertações fazem parte de um movimento em andamento. “Pelo menos 80 presos políticos que estamos verificando foram libertados hoje em todo o país. É provável que ocorram mais solturas”, afirmou. Embora o número represente um avanço, entidades independentes seguem monitorando caso a caso para confirmar as informações. Assim, o cenário permanece em atualização constante.

Presos políticos libertados e divergência de números

Enquanto organizações de direitos humanos divulgam dados cautelosos, o governo apresenta uma versão mais ampla. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que 626 pessoas já foram libertadas desde a mudança no comando do país. No entanto, ela não detalhou o cronograma nem informou datas específicas das solturas mencionadas. Por outro lado, o Foro Penal contesta esses números e afirma que apenas 156 presos políticos foram libertados desde 8 de janeiro.

Essa diferença de informações gera desconfiança entre observadores internacionais. Conforme especialistas, a falta de listas oficiais e de critérios claros dificulta a verificação independente. Além disso, a divergência reforça críticas antigas sobre a condução do sistema judicial venezuelano e o uso político das detenções. Ainda assim, defensores dos direitos humanos reconhecem que qualquer libertação representa um alívio para famílias que aguardam há meses ou anos por notícias.

Além disso, Delcy Rodríguez anunciou a intenção de se reunir com o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk. Segundo ela, o objetivo é solicitar que a Organização das Nações Unidas analise as listas de pessoas libertadas até agora. Eventualmente, esse diálogo pode abrir espaço para maior fiscalização internacional e, como resultado, ampliar a pressão por novas solturas.

 

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