O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
divulgou uma mensagem privada enviada a ele pelo presidente francês, Emmanuel
Macron, em que Macron questiona a investida dos EUA na Groenlândia. A notícia é
do G1.
"Não entendo o que você está fazendo",
disse Macron na conversa privada, divulgada por Trump em sua rede social Truth
Social na terça-feira (20). Leia abaixo a mensagem divulgada por Trump e a
tradução para o português:
"Do presidente Macron ao presidente Trump
Meu amigo,
Estamos totalmente alinhados em relação à Síria
Podemos fazer grandes coisas em relação ao Irã
Não entendo o que você está fazendo em relação à
Groenlândia
Vamos tentar construir grandes coisas:
1) Posso organizar uma reunião do G7 depois de Davos
em Paris na quinta-feira à tarde. Posso convidar os ucranianos, os
dinamarqueses, os sírios e os russos à margem
2) Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira
antes de você voltar para os EUA
Emmanuel"
Os líderes europeus marcaram uma reunião de
emergência para quinta-feira (22), em Bruxelas. Com isso, Macron se ofereceu a
Trump para organizar uma reunião com o G7 em Paris, na tarde de quinta.
O G7 é um grupo formado pelos países mais
industrializados do mundo. Fazem parte: Estados Unidos, Canadá, França,
Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia (UE).
Macron também propõe convidar a Ucrânia e a
Dinamarca para a reunião, a fim de discutir as divergências sobre a
Groenlândia. A Rússia poderia ser convidada a participar como espectadora.
Na mensagem, Macron também comenta sobre a Síria e o
Irã: "estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer
grandes coisas em relação ao Irã. Não entendo o que você está fazendo em
relação à Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas".
O presidente francês também convidou Trump para
jantar na noite de quinta. As respostas de Trump, se houver, não faziam parte
da captura de tela que ele publicou.
Uma fonte próxima a Macron afirmou à agência de
notícias Reuters que a mensagem de texto compartilhada por Trump era autêntica.
A Casa Branca e o gabinete de Macron não responderam
ao pedido de comentário da Reuters.

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