O presidente Donald Trump confirmou que os Estados
Unidos vão ficar por muito tempo na Venezuela, com presença política e
estratégia econômica voltadas ao controle do petróleo — o ativo mais valioso do
país sul-americano. A declaração foi dada em entrevista ao New York Times,
quando questionado se a intervenção teria prazo curto: “Eu diria que muito mais
tempo”, afirmou.
Trump detalhou que o governo interino venezuelano,
agora alinhado com os EUA, está cooperando com Washington e que o plano inclui
usar o petróleo venezuelano para reconstruir o país “de forma muito lucrativa”,
baixando preços e gerando receita para os próprios venezuelanos e para os
americanos.
Parte dessa estratégia já começou: Trump anunciou
que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano serão enviados para
os EUA e vendidos a preço de mercado, com o controle financeiro da operação sob
comando americano para garantir que os fundos “beneficiem o povo da Venezuela e
dos Estados Unidos”.
Autoridades do governo Trump também afirmam que os
EUA vão controlar indefinidamente a comercialização desse petróleo e decidir
como usar os recursos, abrindo espaço para empresas americanas investirem na
recuperação da produção.
Essa ação coloca os Estados Unidos como
protagonistas na reconstrução e redirecionamento da indústria energética
venezuelana — um golpe estratégico que frustra regimes de esquerda e assegura
liderança americana na região.

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