O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de
Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da
capital, determinou a prisão da delegada Layla Lima Ayub após investigações
apontarem o envolvimento dela com o PCC.
Na decisão, que atendeu a uma representação do
delegado Kleber de Oliveira Granja, da Divisão de Crimes Funcionais da
Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, o magistrado alerta que a
contaminação do crime organizado no país já classifica o Brasil como um
“narcoestado”.
O termo é quando a Administração Pública passa a ser
dominada por facções criminosas, dedicadas primordialmente ao tráfico de
drogas, e com uma complexidade estrutural e financeira com a qual os governos
não conseguem ou sabem lidar.
“De fato, se comprovado que o PCC arregimentou a
investigada para passar em um concurso público de delegada de Polícia,
sobretudo no Estado mais populoso e com o maior quadro de policiais do País,
pode-se afirmar, sem qualquer dúvida, que, se já não nos tornamos um
narcoestado, estamos a poucos passos disso.”
Ex-policial militar no Espírito Santo, Layla Ayub
teria um relacionamento amoroso com um integrante do PCC no Pará, identificado
como Jardel Neto Pereira da Cruz, o ‘Dedel’.
No dia 28 de dezembro, já no cargo de delegada, ela
teria atuado de forma irregular como advogada em uma audiência de custódia em
Marabá, com o objetivo de obter a soltura de um integrante da facção na cidade.
Empossada em evento no Palácio dos Bandeirantes no
dia 19 de dezembro, Layla foi detida nesta sexta, 16, em uma casa alugada na
zona oeste da capital paulista.
Estadão Conteudo

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