Roberto Justus foi
surpreendido com a informação de que sua empresa, a Steelcorp, tinha como
sócios ocultos o Banco Master e o BRB. A revelação do caso aconteceu durante a
operação Carbono Oculto, comandada pela Polícia Federal. Com informações do
Metrópoles.
O empresário é CEO da
Steelcorp, que constrói casas modulares e tinha uma parceria de pouco mais de
dois anos com um fundo de investimento de cotista sigiloso. Antes das
revelações, Roberto Justus acreditava que a gestora Reag tinha uma participação
mínima na companhia de aço. Para ele, João Carlos Falbo Mansur era o
representante oficial da empresa no conselho de administração da Steelcorp.
Na Junta Comercial do
Estado de São Paulo (Jucesp) consta que a Reag nunca teve cotas diretas na
sociedade da construtora comandada pelo empresário. Na verdade, documentos do
órgão demonstram que o controle societário pertence a Roberto Justus, à Potenza
Empreendimentos e ao fundo SH, no qual o único cotista é o Banco Master.
Em conversa recente com a
Folha de S. Paulo, o famoso criticou as normas da Comissão de Valores
Imobiliários (CVM) que permitem o anonimato de cotistas nos fundos de
investimentos e explicou que aceitou a indicação de Mansur para o conselho, com
o objetivo de ter um interlocutor relevante na gestão.
“É um erro [não divulgarem
os nomes]. Nunca entendi por que não podia saber quem eram os cotistas do
fundo. E a Reag, por mais que as pessoas não acreditem, na época era muito
compliance lá dentro. Os caras eram muito sérios com isso. Eu falava, ‘João [Mansur],
eu não quero uma sociedade onde eu não sei com quem falar. Então, você faz um
favor para mim? Vem você representar o fundo no meu conselho, pelo menos, para
eu ter um sócio relevante’”, recordou.

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