terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Projeto de rampa de acesso na praia da Redinha será concluído até sexta-feira

 


O projeto para a construção de uma rampa de acesso à Praia da Redinha deve ser finalizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) de Natal até esta sexta-feira (16). De acordo com a secretária-adjunta da pasta, Eudja Mafalda, o equipamento vai ser instalado próximo à área de enrocamento da Praia da Redinha para promover maior acessibilidade e segurança à população.

A decisão de construir uma rampa na região integra uma série de medidas definidas pela Prefeitura do Natal durante reunião na última sexta-feira (9) entre diferentes secretarias da gestão, incluindo Semurb, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e a Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovações (Sepae).

O objetivo do encontro foi definir ações para melhorar a região do entorno da Redinha. Além da rampa, estão previstos o reforço da iluminação pública, a ampliação da limpeza urbana, com atuação da Urbana até as 22h, o ordenamento do trânsito com equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), além do fortalecimento da segurança, com apoio da Guarda Municipal e solicitação de reforço da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Eudja Mafalda explica que a equipe de técnicos da Semurb já iniciou os estudos para analisar a viabilidade ambiental da obra da rampa, com base na legislação ambiental vigente e nas normas de acessibilidade. O objetivo é definir critérios que garantam a segurança do equipamento e da população. Atualmente, aponta, a principal preocupação é que os visitantes comecem a mexer nas pedras soltas do local e isso provoque acidentes.

“Estamos vendo viabilidade, pois mesmo sendo uma rampa simples, precisamos ter cuidado. Vamos definir bem os materiais para serem resistentes, por exemplo, pois essa rampa será alvo de um uso intenso e vai ter contato com a água. Então, estamos avaliando todas essas questões, mas o projeto está sendo elaborado”, aponta a secretária-adjunta.

Em relação ao custo da obra, ainda não há uma definição por parte da Prefeitura. De acordo com Eudja Mafalda, o cálculo do orçamento só será possível após a conclusão do projeto, mas a ideia é buscar o menor custo possível sem comprometer a qualidade dos serviços.

A secretária-adjunta explica que um esboço já foi realizado e, nesta terça-feira (13), serão discutidos os aspectos para promover acessibilidade na rampa. Posteriormente, uma nova reunião entre as secretarias municipais será realizada.

A definição sobre como será contratada a empresa que vai executar a obra deve ser liderada pela Secretaria de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovações (Sepae). O titular da pasta, Arthur Dutra, aponta que ainda não é possível adiantar informações sobre o processo, mas reforça que a pasta está acompanhando de perto as intervenções na Redinha.

A reportagem da Tribuna do Norte questionou a Semsur sobre o início das intervenções que devem ser realizadas pela pasta, incluindo o reforço na iluminação pública, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.

Mercado

Enquanto as medidas de melhoria são decididas, a população já tem aproveitado o entorno do Mercado da Redinha para tomar banho e consumir as comidas típicas vendidas no equipamento. Esse é o caso da cabeleireira Luana, de 40 anos, que costuma visitar a praia nas segundas-feiras em que está de folga.

Ao contrário de muitas pessoas que passaram a visitar o local após viralizarem imagens de banhistas na região, ela conta que sempre gostou de frequentar a Redinha com o marido, Hermenegildo Neto, de 37 anos: “Quando viralizou, meu esposo me disse ‘olha, estão indo para o lugar que a gente sempre vai’”, comenta.

De acordo com ela, além do mar limpo e da tranquilidade da praia, a abertura temporária do Mercado da Redinha contribuiu para a experiência positiva na região. “Quando a gente vinha aqui, o Mercado estava fechado. Ficava quase sem ninguém aqui. Agora está bem melhor. Se a gente precisar de uma água, ou outra coisa, está bem aí”, relata.

Quem também resolveu aproveitar a vista do Mercado da Redinha foi Vera Lúcia, de 43 anos, e o esposo, Márcio Daniel, de 40 anos, ambos de Natal. Ao lado dos filhos e do marido, a natalense compartilha que nunca tinha visitado o novo equipamento: “Depois da propaganda que eu vi nas redes sociais, decidimos vir dar uma passeada com as crianças. A experiência está sendo muito boa, bem divertida”, compartilha.

Para a comerciante Ivete Januário, de 67 anos, que herdou da mãe a arte de fazer ginga com tapioca, a região é “altamente importante para o povo da zona Norte ter lazer e um lugar acolhedor”.

Embora já tenha observado melhora nas vendas nos últimos dias, acredita que o ideal seria estender o horário de funcionamento do Mercado para alcançar a população que tem frequentado a praia à noite.

O mercado foi aberto temporariamente no último dia 22 de dezembro de 2025 e funciona das 7h às 19h. “[Seria interessante estender] até às 21 horas, pelo menos, para as pessoas que chegarem mais tarde poderem tomar um cafezinho com a ginga com tapioca”, comenta Ivete Januário, que também reforça a importância do equipamento permanecer aberto.

Em julho de 2025, a Justiça Federal concedeu uma decisão liminar que determina a realização de Consulta Prévia, Livre e Informada (CLPI) à comunidade tradicional local sobre o equipamento, o que estacionou o processo de concessão. Segundo Arthur Dutra, o cronograma para início da consulta deve ser entregue por representantes dos povos tradicionais à Prefeitura até o próximo dia 15 de janeiro. “Especificamente sobre a concessão, a análise da estruturação, os estudos e a minuta do edital do contrato está sendo finalizada pela Procuradoria Geral do Município”, explica.

 

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