A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira
(15), a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes em
licitações para fornecimento de materiais didáticos a prefeituras do interior
de São Paulo.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão
na capital paulista, além de medidas de bloqueio de bens autorizadas pela
Justiça.
A operação apura desvios de recursos do Ministério
da Educação (MEC) por meio de contratos direcionados e superfaturados.
Ex-nora de Lula no foco da investigação
Na fase anterior, a PF teve como alvo Carla Ariane
Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente
Lula. Ela é suspeita de receber propina do empresário André Gonçalves Mariano,
apontado como operador do esquema.
Segundo a PF, Carla teria atuado em Brasília para facilitar
a liberação de recursos do FNDE em favor da empresa Life Tecnologia
Educacional.
Em uma agenda apreendida, o nome dela aparece com o
apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar com o presidente.
Esquema milionário
A empresa Life recebeu cerca de R$ 70 milhões para
fornecer kits e livros escolares a três prefeituras paulistas. Os contratos,
segundo a PF, foram direcionados e superfaturados, com parte do dinheiro
desviada por meio de empresas de fachada.
A investigação aponta a atuação de empresários,
agentes públicos, lobistas e doleiros em uma organização criminosa estruturada
desde 2021.
Prisões e crimes investigados
Na fase de novembro, seis pessoas foram presas,
incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).
Os investigados podem responder por crimes como
corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização
criminosa.
Com informações da coluna de Mirelle
Pinheiro, Metrópoles

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