A Transparência Internacional, organização sem fins
lucrativos que atua no combate à corrupção, afirmou que sua unidade no Brasil
enfrenta uma “escalada de assédio” por parte de membros do governo Lula.
Segundo a ONG, declarações públicas tentam deslegitimar seu trabalho por meio
de acusações sem comprovação e alegações de motivação política. A manifestação
foi divulgada pelo secretariado global da organização, sediado em Berlim.
Em nota, a entidade diz que “seu capítulo brasileiro
está enfrentando uma escalada de assédio vinda de membros do governo
brasileiro”, apesar de o próprio governo defender publicamente o papel das
organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas, na
governança democrática e na prevenção da corrupção, especialmente em programas
de grande volume de investimentos públicos.
A ONG afirma que o braço brasileiro participa de
iniciativas governamentais e atua em debates sobre políticas públicas e mecanismos
de controle, com recomendações baseadas em evidências e foco no fortalecimento
institucional e na proteção de recursos públicos.
O presidente do Conselho Global da Transparência
Internacional, François Valérian, manifestou apoio à unidade brasileira e pediu
que o governo cesse o que a entidade classifica como assédio, defendendo que
organizações da sociedade civil exerçam análise independente sem retaliações.
A nota menciona ainda declaração recente de um
integrante do governo segundo a qual a Transparência Internacional – Brasil
estaria sob investigação da Polícia Federal. De acordo com a organização, “não
há registros públicos dessa investigação, e a Transparência Internacional –
Brasil não foi formalmente notificada nem recebeu documentação oficial”. Diante
disso, a entidade informa ter enviado cartas ao ministro da Casa Civil, Rui
Costa, e a outros ministros solicitando esclarecimentos.
O texto cita também que, em outubro, a Transparência
Internacional já havia reagido a ataques após autoridades do alto escalão do
Judiciário brasileiro repetirem publicamente alegações que a organização
classifica como infundadas sobre seu financiamento e suas atividades.

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