A jornalista Miriam Leitão
fez um alerta contundente sobre os impactos financeiros de uma possível crise
envolvendo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e instituições bancárias.
Segundo ela, embora num primeiro momento os bancos sejam chamados a assumir o
prejuízo, a conta final tende a recair sobre toda a sociedade.
De acordo com Miriam, os
maiores bancos do país — como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal,
Bradesco, Itaú e Santander — deverão arcar com a maior parte do aporte
necessário para reforçar o fundo. As estimativas indicam que, na melhor das
hipóteses, o valor pode variar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões por
instituição, podendo chegar a até R$ 6 bilhões em alguns casos.
O mecanismo previsto é uma
chamada de capital, na qual todos os bancos serão obrigados a contribuir, seja
antecipando até cinco anos de depósitos ao FGC, ampliando a contribuição
regular ou adotando as duas medidas simultaneamente. Miriam destaca que o fundo
já precisava desse reforço antes mesmo do atual problema, que ela classifica
como um “sinistro”.
O tamanho do prejuízo,
segundo a jornalista, pode ser maior do que o inicialmente divulgado. Enquanto
se falava em cerca de R$ 41 bilhões, esse valor pode chegar a R$ 50 bilhões
caso se confirme a liquidação do Will Bank, que pertence integralmente ao banco
Master.
Miriam Leitão chama
atenção ainda para o envolvimento de recursos públicos. O Banco do Brasil,
embora seja uma economia mista, tem o governo como acionista majoritário,
enquanto a Caixa Econômica é 100% estatal. Assim, parte do aporte será feita
com dinheiro público.
Por fim, ela ressalta que,
inevitavelmente, os bancos tendem a repassar esse custo para os clientes, por
meio de aumento de juros e tarifas. “No final das contas, somos todos nós que
vamos pagar essa conta”, conclui.

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