quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O prejuízo é nosso: Custo de crise bancária pode recair sobre toda a sociedade brasileira

 


A jornalista Miriam Leitão fez um alerta contundente sobre os impactos financeiros de uma possível crise envolvendo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e instituições bancárias. Segundo ela, embora num primeiro momento os bancos sejam chamados a assumir o prejuízo, a conta final tende a recair sobre toda a sociedade.

De acordo com Miriam, os maiores bancos do país — como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander — deverão arcar com a maior parte do aporte necessário para reforçar o fundo. As estimativas indicam que, na melhor das hipóteses, o valor pode variar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões por instituição, podendo chegar a até R$ 6 bilhões em alguns casos.

O mecanismo previsto é uma chamada de capital, na qual todos os bancos serão obrigados a contribuir, seja antecipando até cinco anos de depósitos ao FGC, ampliando a contribuição regular ou adotando as duas medidas simultaneamente. Miriam destaca que o fundo já precisava desse reforço antes mesmo do atual problema, que ela classifica como um “sinistro”.

O tamanho do prejuízo, segundo a jornalista, pode ser maior do que o inicialmente divulgado. Enquanto se falava em cerca de R$ 41 bilhões, esse valor pode chegar a R$ 50 bilhões caso se confirme a liquidação do Will Bank, que pertence integralmente ao banco Master.

Miriam Leitão chama atenção ainda para o envolvimento de recursos públicos. O Banco do Brasil, embora seja uma economia mista, tem o governo como acionista majoritário, enquanto a Caixa Econômica é 100% estatal. Assim, parte do aporte será feita com dinheiro público.

Por fim, ela ressalta que, inevitavelmente, os bancos tendem a repassar esse custo para os clientes, por meio de aumento de juros e tarifas. “No final das contas, somos todos nós que vamos pagar essa conta”, conclui.

 

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