quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O papel da laserterapia no cuidado odontológico de crianças e adolescentes com câncer

 


Simone de M. Norat Campos - Dentista Casa Durval Paiva - CRO: 1784

O tratamento contra o câncer evoluiu muito, as chances de cura aumentaram, mas ainda causa vários efeitos colaterais, interferindo na qualidade de vida dos pacientes, apesar do avanço da ciência. A boca é um dos primeiros locais a ser atingido por esses efeitos, advindos da quimioterapia e/ou radioterapia de cabeça e pescoço e transplante de medula óssea.

A quimioterapia, uma das formas de tratamento, por não ser seletiva, atinge tanto as células doentes como as sadias, ocasionando queda de cabelo, enjoos, vômitos, alteração do paladar, sangramento gengival, infecções oportunistas, virais e bacterianas, mucosite oral.

A mucosite oral é uma inflamação da mucosa bucal, principal efeito colateral da quimioterapia e radioterapia de cabeça e pescoço, que causa muito desconforto ao paciente como: dificuldade de falar, deglutir ou mastigar, causando dor e, dependendo do grau da mucosite, pode evoluir para úlceras (feridas), interferindo, consideravelmente, na qualidade de vida dos pacientes. Nesse caso, o paciente ficará mais tempo internado, podendo ter febre, atrasando o protocolo de quimioterapia. 

A presença de feridas na boca permite a entrada de microrganismos na circulação sistêmica e, devido à baixa imunidade, há um grande risco de desenvolver bacteremia e septicemia. Existem várias alternativas de amenizar esses efeitos, prevenindo e reduzindo severidade, dentre elas, a laserterapia (terapia com o laser). O laser é uma fonte de luz com vários comprimentos de onda que lhe conferem propriedades terapêuticas.

Na odontologia, o laser vem sendo utilizado largamente e na oncologia tem obtido resultados positivos, do ponto de vista clínico e funcional, conferindo conforto aos pacientes. O laser de baixa potência é o utilizado em oncologia, o mesmo atua tanto na prevenção como no tratamento da mucosite oral. Tem ação analgésica, modula a inflamação e atua no processo de reparação tecidual. Os pacientes com leucemia, osteossarcoma, têm maior susceptibilidade de ter mucosite oral, devido fazerem uso de quimioterápicos mais citotóxicos.

A laserterapia é indolor, não tem potencial invasivo e é bem aceita pelos pacientes, tanto adultos como as crianças. Tem sido usada em grandes centros como conduta padrão para prevenir e tratar a mucosite oral, no Brasil, como no mundo, principalmente, em transplante de medula óssea e quando a radioterapia envolve a região de cabeça e pescoço. Daí a importância do dentista nos centros de oncologia para conferir melhor qualidade de vida a esses pacientes.

O serviço odontológico da Durval Paiva oferece o tratamento de laser a seus pacientes, crianças e adolescentes, o que tem conferido menor severidade da mucosite e outras infecções.

Michelle Phiffer

Assessora de Imprensa

 


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