Metido a “coroné”, como muitos já identificam seu
modo de agir à frente da Prefeitura de Mossoró, o prefeito e pré-candidato ao
Governo do Estado, Alysson Bezerra, sofreu um verdadeiro revestrez político ao
tentar cancelar, via Justiça, a divulgação de uma pesquisa eleitoral que
contrariou seus interesses.
O levantamento mostrou um cenário novo e incômodo:
empate técnico com o adversário Álvaro Dias. Acostumado a aparecer isolado na
dianteira, Alysson sentiu a rebordosa. Tentou de tudo para impedir a
divulgação, pressionou, judicializou, mas não conseguiu. A pesquisa veio a
público e o “coroné” ficou irado.
A reação expôs um estilo já conhecido. Quando
contrariado, Alysson age como coroné: tenta impor a própria vontade, reage mal
ao contraditório e demonstra dificuldade em conviver com a disputa em condições
de igualdade. A política, porém, não funciona à base do grito nem da
intimidação.
Quanto ao chapéu de couro, símbolo histórico e
cultural do Nordeste, não se trata aqui de desmerecer a peça, que é relíquia,
identidade e resistência. O problema não é o chapéu. O problema é o uso
simbólico que Alysson faz dele, como se fosse instrumento de autoridade e
intimidação, reforçando uma postura que lembra mais o coronelismo antigo do que
a política moderna.
O fato é simples: quando o jogo virou e os números
deixaram de ser confortáveis, o “coroné” mostrou nervosismo. E eleição, como se
sabe, não se ganha no grito nem no tapetão, mas no voto.

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