sábado, 24 de janeiro de 2026

O “coroné” de Mossoró sentiu o revestrez com a pesquisa

 


Metido a “coroné”, como muitos já identificam seu modo de agir à frente da Prefeitura de Mossoró, o prefeito e pré-candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra, sofreu um verdadeiro revestrez político ao tentar cancelar, via Justiça, a divulgação de uma pesquisa eleitoral que contrariou seus interesses.

O levantamento mostrou um cenário novo e incômodo: empate técnico com o adversário Álvaro Dias. Acostumado a aparecer isolado na dianteira, Alysson sentiu a rebordosa. Tentou de tudo para impedir a divulgação, pressionou, judicializou, mas não conseguiu. A pesquisa veio a público e o “coroné” ficou irado.

A reação expôs um estilo já conhecido. Quando contrariado, Alysson age como coroné: tenta impor a própria vontade, reage mal ao contraditório e demonstra dificuldade em conviver com a disputa em condições de igualdade. A política, porém, não funciona à base do grito nem da intimidação.

Quanto ao chapéu de couro, símbolo histórico e cultural do Nordeste, não se trata aqui de desmerecer a peça, que é relíquia, identidade e resistência. O problema não é o chapéu. O problema é o uso simbólico que Alysson faz dele, como se fosse instrumento de autoridade e intimidação, reforçando uma postura que lembra mais o coronelismo antigo do que a política moderna.

O fato é simples: quando o jogo virou e os números deixaram de ser confortáveis, o “coroné” mostrou nervosismo. E eleição, como se sabe, não se ganha no grito nem no tapetão, mas no voto.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

VÍDEO: Multidão se junta a Nikolas Ferreira em caminhada até Brasília

  Milhares de pessoas têm se somado, ao longo dos últimos dias, à caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que seg...