sábado, 31 de janeiro de 2026

MPRN confirma "flagrante desvio de finalidade" em uso de emendas impositivas de Brisa

 


Embora a vereadora Brisa Bracchi (PT) esteja propagando que seu processo no Ministério Público RN tenha sido arquivado, o processo continua e pode ser, inclusive, judicializado. A informação foi revelada pelo autor da denúncia, o vereador Matheus Faustino. 

O MPRN decidiu arquivar parte do processo que investiga o envio de emendas impositivas da petista para o evento Rolê Vermelho", que comemorava a prisão preventiva de Bolsonaro em agosto de 2025.

O arquivamento diz respeito à parte sobre improbidade administrativa. O fato de os artistas terem declinado do pagamento fez com que o MPRN entendesse que não houve danos ao erário.

Mas não para por aí, no processo, o MPRN afirma não haver dúvidas do "flagrante desvio de finalidade" em relação à aplicação que a vereadora pretendia dar às suas emendas e também em relação ao uso da estrutura do mandato, como seu gabinete e sua equipe de assessores, na divulgação do evento.

O MPRN ainda propôs à vereadora de Natal um acordo de não persecução cívil (ANPC), no qual Brisa deveria aceitar multas administrativas para evitar que o órgão abra uma ação judicial contra ela.

Vale lembrar que o processo do MPRN não tem nada a ver com o processo de cassação do mandato da vereadora que corre na Câmara Municipal de Natal, no qual vai entrar na fase de instrução agora após, em sessão extraordinária, na última terça feira (27) o plenário da Casa ter optado derrubar o arquivamento do caso anteriormente decidido pela Comissão Especial Processante.

"O caso não acabou, nem no MP nem na Câmara Municipal de Natal. Brisa tá vendendo ter sido inocentada pelos órgãos sem ser. Já falei e repito, vou levar o caso até o final, até às últimas instâncias e consequências, dentro do que a lei permite." – afirmou Matheus Faustino, o denunciante do caso.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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