O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo
(18), em Brasília, aos 73 anos. A morte foi confirmada pelo Instituto
Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade da qual era diretor-presidente desde
2022. Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas e passou por sucessivas
internações desde novembro do ano passado.
Com trajetória marcante na política nacional,
Jungmann ocupou quatro ministérios ao longo da carreira e teve três mandatos
como deputado federal por Pernambuco. Durante o governo Fernando Henrique
Cardoso, comandou os ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas
Fundiárias. Já na gestão Michel Temer, esteve à frente da Defesa e, em 2018,
tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.
No Congresso, ganhou destaque como vice-presidente
da CPI dos Sanguessugas, que investigou desvios na compra de ambulâncias, e
como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas, durante o referendo de 2005.
Também presidiu o Ibama e atuou na coordenação de operações de Garantia da Lei
e da Ordem (GLO) em estados atingidos por crises na segurança.
Investigado no passado por suspeitas de
irregularidades em contratos de publicidade no Ministério do Desenvolvimento
Agrário, teve o inquérito arquivado pela Justiça Federal. Jungmann deixa dois
filhos e uma neta. O velório e a cremação serão realizados em cerimônia
restrita a familiares e amigos, em Brasília.
Com informações do G1

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