Ministros do governo Lula passaram a defender, de
forma reservada, que o ministro do STF Alexandre de Moraes autorize o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a cumprir a pena em regime de prisão
domiciliar. A articulação ocorre nos bastidores e envolve, ao menos, três
integrantes do primeiro escalão ouvidos sob condição de anonimato.
A reportagem é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
A avaliação interna é de que haveria necessidade de “coerência” por parte do
Supremo, já que o mesmo benefício foi concedido ao ex-presidente Fernando
Collor de Mello. Segundo um ministro que despacha com frequência com Lula, não
faria sentido manter Bolsonaro preso em unidade militar enquanto Collor cumpre
pena em casa.
Outro auxiliar do presidente argumenta que o cargo
ocupado por Bolsonaro justificaria um tratamento diferenciado. Para esse
ministro, o fato de se tratar de um ex-chefe de Estado deveria pesar na decisão
judicial, independentemente das críticas políticas ao ex-mandatário.
Desde a última quinta-feira (22), Bolsonaro cumpre
pena na chamada “Papudinha”, batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal
localizado dentro do Complexo da Papuda, em Brasília. Familiares e aliados do
ex-presidente seguem pressionando pela domiciliar, alegando, principalmente, o
estado de saúde debilitado.
Com informações do Metrópoles

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