Em 2022, quando começaram as relações entre a Dismed
e a gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB) os pagamentos totalizaram R$
1.264.424,30. Já em 2025, o montante chegou a R$ 6.008.866,79.
Trata-se de um disparo de 375%, totalizando R$
4.744.442,49 a mais. O que também chama atenção é que em 2025, o valor pago
está muito mais próximo do valor liquidado (R$ 6.209.867,79) do que em 2022 (R$
1.748.163,30), indicando um fluxo de pagamento proporcionalmente maior em
relação ao que foi processado naquele ano.
Ao longo de três anos, entre o primeiro e o segundo
mandato de Allyson, os pagamentos somaram R$ 14.880.641,59, sendo R$
15.966.825,19 liquidados.
Os dados são do Portal da Transparência da
Prefeitura de Mossoró:
Este aumento súbito e volumoso é um dos pilares que
sustenta a suspeita da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU)
sobre a “Matemática de Mossoró”, expressão usada em um diálogo
entre os empresários Oseas Montahalgann e José Moabe Soares, sócios da Dismede,
em que tratam de um o suposto esquema de superfaturamento de medicamentos e
retorno de 15% em propina ao prefeito Allyson Bezerra.
Na conversa interceptada pela Operação Mederi eles
tratam de uma ordem da pagamento da Prefeitura de Mossoró no valor de R$ 400
mil em que apenas R$ 140 mil chegaria a população, R$ 100 mil seria de propina
(sendo R$ 60 mil para Allyson e R$ 40 mil para uma pessoa identificada como
Fátima) e o restante seria divido em comissão aos empresários e lucro da
empresa.
Blog do Barreto




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