Além de ignorar a paridade de gênero na composição
do governo e nas indicações para tribunais superiores, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) também tem relegado as ministras a segundo plano na agenda
do Palácio do Planalto. Levantamento das agendas oficiais mostra que, entre os
dez ministros com menos reuniões privadas com o presidente, sete são mulheres —
todas com, no máximo, dois encontros reservados ao longo de 2025.
As situações mais emblemáticas são as de Márcia
Lopes (Mulheres), Margareth Menezes (Cultura) e Cida Gonçalves (Mulheres), que
tiveram apenas um despacho individual com Lula durante todo o ano. O número é
tão baixo que empata com o de Paulo Pimenta, ex-ministro da Secom, que
permaneceu apenas uma semana no cargo antes de ser demitido.
Outras ministras também aparecem com pouca
interlocução direta com o presidente. Sônia Guajajara (Povos Indígenas),
Anielle Franco (Igualdade Racial), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e
Macaé Evaristo (Direitos Humanos) tiveram apenas duas reuniões cada com Lula em
2025.
No extremo oposto está o ministro da Casa Civil, Rui
Costa, que lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo, com 36 despachos
privados com o presidente — reforçando a concentração de poder e acesso no
núcleo mais próximo do Planalto, majoritariamente masculino.
Com informações do Diário do Poder

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