A Justiça Federal no Paraná (PR) concedeu liberdade
provisória a José Oswaldo Dell’Agnolo (foto em destaque), de 38 anos — suspeito
de comandar um esquema que movimentou ao menos R$ 1 bilhão. Ele havia sido
preso na noite de 7 de dezembro, após uma extensa caçada.
Na decisão, proferida nessa quinta-feira (22/1),
após manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF), a juíza
federal substituta Gabriela Hardt, da 23ª Vara Federal de Curitiba considerou
que o investigado não apresenta antecedentes criminais e que não houve “nenhum
indício concreto de preparação de fuga para o exterior”.
A prisão preventiva será substituída por medidas
cautelares diversas, como:
Monitoramento eletrônico
Restrições de deslocamento
Proibição de contato com outros investigados
Suspensão de atividades no mercado financeiro.
Operador Financeiro
Dell’Agnolo ganhou o apelido de “Lobo da Batel” por
ostentar estilo de vida exuberante em um bairro nobre de Curitiba.
Ele teve a prisão preventiva decretada após ser
apontado como peça central no esquema bilionário investigado, além de ter
fugido do distrito da culpa.
Ele foi preso em Itapema (SC), em um hotel de luxo,
onde havia se hospedado com uma identidade falsa.
No momento da prisão, o homem tinha uma mala com R$
5 milhões em espécie, entre reais e dólares, valor que foi apreendido pela
Polícia Federal (PF).
A decisão será movida para os autos principais do
processo, que segue em tramitação na Justiça Federal.
“Banco fantasma”
O homem, que sempre levou uma vida de luxo e ostentação,
estava, segundo a PF, envolvido em uma estrutura clandestina que operava como
um banco paralelo: o Futuree Bank, sem autorização do Banco Central, e o
escritório The Boss, que ofereciam contratos com retorno mensal de até 3%,
quase o triplo da média de mercado.
Mais de mil pessoas investiram no negócio, algumas
comprometendo economias inteiras. Há vítimas que perderam entre R$ 20 mil e R$
3 milhões. Só na cidade natal de Dell’Agnolo, Piraju (SP), estima-se um rombo
de R$ 50 milhões.Mais de mil pessoas investiram no negócio, algumas
comprometendo economias inteiras. Há vítimas que perderam entre R$ 20 mil e R$
3 milhões. Só na cidade natal de Dell’Agnolo, Piraju (SP), estima-se um rombo
de R$ 50 milhões.

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