segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Haddad diz que não disputará eleição em 2026

 


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que não pretende disputar a eleição de 2026. Apesar disso, ele confirmou que mantém conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu futuro político. Segundo o ministro, ainda não há definição sobre o tema.

Haddad destacou que sempre deixou clara sua posição. De acordo com ele, a ideia de não concorrer em 2026 permanece. No entanto, o ministro explicou que iniciou um diálogo com Lula por manter uma relação pessoal que vai além da política institucional.

“Eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026. Comecei uma conversa com o presidente Lula, com quem tenho uma relação que transborda a política”, afirmou.

Conversas seguem sem definição

Em entrevista ao UOL, Haddad explicou que as conversas com Lula continuam. Segundo ele, ambos têm apresentado seus pontos de vista, mas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva. Mesmo assim, o ministro acredita que um consenso deve surgir em breve.

Além disso, Haddad lembrou que, em outubro, já havia informado que não disputaria o governo de São Paulo em 2026. Na ocasião, ele afirmou que prefere seguir ajudando o presidente “de outras maneiras”, sem necessariamente concorrer a um cargo eletivo.

Apesar da pressão interna do PT, Haddad reafirmou que não pretende entrar na disputa eleitoral. A expectativa é que ele deixe o governo em fevereiro para colaborar com a campanha de reeleição de Lula, sem se candidatar a cargos como governador de São Paulo ou senador.

Haddad critica gestão anterior do Banco Central

Durante a mesma entrevista, Haddad também fez críticas à gestão anterior do Banco Central. Segundo o ministro, o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, herdou uma série de problemas, incluindo a fraude envolvendo o Banco Master.

De acordo com Haddad, a fraude já ocorria durante a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central. Além disso, o ministro afirmou que a gestão anterior contribuiu para a desancoragem das expectativas de inflação.

Para Haddad, o trabalho de Gabriel Galípolo ao longo de 2025 ajudou a “retornar as coisas à normalidade” dentro da autarquia. Ele destacou que a atual administração atua para corrigir distorções deixadas pela gestão passada.

Roberto Campos Neto assumiu o comando do Banco Central por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro e deixou o cargo no fim de 2024.

 

 

 

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