O Grupo Guararapes ampliou o número de empregos com
carteira assinada no Rio Grande do Norte nos últimos três anos. De acordo com
dados apresentados pela empresa, o quadro de trabalhadores formais passou de
cerca de 7 mil em 2022 para 10.339 em 2025, um acréscimo superior a 3,3 mil
postos de trabalho no período.
Os números foram apresentados na última sexta-feira
23 durante reunião da diretoria do grupo com a governadora Fátima Bezerra (PT).
Segundo a empresa, a expansão do emprego está associada à ampliação da produção
industrial no Estado e ao fortalecimento de programas de incentivo que
reduziram custos operacionais e garantiram maior previsibilidade ao setor.
Atualmente, a Guararapes mantém em Extremoz, no Rio
Grande do Norte, a maior unidade fabril do grupo, considerada a maior fábrica
de moda da América Latina. Além dos postos na produção industrial, a empresa
informa que o total de trabalhadores ligados ao grupo no Estado chega a cerca
de 13 mil, quando somados os empregos nas lojas da Riachuelo e no call center.
O CEO da Guararapes, André Farber, destacou que a
ampliação do quadro de pessoal acompanha o crescimento das operações no Estado.
Segundo ele, somente por meio do programa Pró-Sertão — que integra oficinas de
costura em municípios do interior à cadeia produtiva da empresa — foram
movimentados aproximadamente R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
O grupo também informou que pretende manter o ritmo
de crescimento no RN, com novos investimentos previstos tanto na área
industrial quanto na cadeia de fornecedores locais. A estratégia envolve a
interiorização da produção, com impacto direto na geração de renda em
municípios fora da Região Metropolitana de Natal.
Durante o encontro, a governadora Fátima Bezerra
atribuiu o desempenho da empresa à reformulação do Proedi, programa estadual de
incentivos fiscais, atualizado em 2021. Segundo o governo, o número de empresas
beneficiadas pelo programa passou de 119 para 364 nos últimos anos. A avaliação
da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) é de que o ambiente de incentivos
contribuiu para a retomada de investimentos industriais no estado.
“Quando assumimos o governo em 2019 o antigo Proadi
estava defasado, não tinha mais atratividade. O RN era o único Estado do
Nordeste a não ter atualizado o programa de incentivos fiscais”, afirmou a
governadora Fátima Bezerra.
Além da produção de confecções, o governo e a
empresa discutiram a ampliação de parcerias ligadas à cadeia têxtil. Entre
elas, está o programa Algodão Agroecológico, que envolve cerca de mil famílias
de pequenos produtores rurais e tem como objetivo garantir mercado para a
produção local. A Guararapes avalia a ampliação da compra do algodão produzido
no Estado.
Também foram citadas ações ligadas ao artesanato,
como a parceria com bordadeiras de Timbaúba dos Batistas, cujo trabalho já foi
incorporado a peças produzidas pelo grupo e ganhou projeção nacional nos
últimos anos.
Agora RN

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