A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e aliados
próximos avançam nas conversas para deixar a Rede Sustentabilidade, partido que
ela fundou, mas onde hoje seu grupo se tornou minoritário. Segundo
interlocutores, a tendência é que os chamados “marinistas” se dividam entre o
PT e o PSB, redesenhando o campo político ligado à ministra para as eleições de
2026.
Entre as possibilidades em discussão, ganha força a
hipótese de Marina disputar o Senado por São Paulo. Pessoas próximas relatam
que ela demonstra pouca disposição para tentar a reeleição como deputada
federal e avalia cenários mais estratégicos. Uma das alternativas ventiladas
nos bastidores seria integrar uma chapa ao Senado, inclusive como suplente,
dependendo do arranjo político nacional e do papel do ministro Fernando Haddad
no próximo pleito.
Paralelamente às tratativas diretas de Marina,
quadros ligados a ela em São Paulo já negociam mudança de legenda. A vereadora
Marina Bragante e a deputada estadual Marina Helou mantêm conversas avançadas
com o PSB e podem formalizar a saída da Rede até março. Outros nomes associados
à ministra, como o deputado federal Ricardo Galvão e o deputado Túlio Gadêlha,
também são citados como possíveis integrantes da debandada.
No PT, setores defendem o retorno de Marina como
parte de uma estratégia para montar uma chapa de esquerda com perfil mais
moderado ao Senado paulista, em contraponto ao campo bolsonarista. Nesse
desenho, uma eventual composição com Simone Tebet é avaliada, enquanto Lula
acompanha de perto as articulações que podem redefinir alianças e fortalecer o
campo governista no maior colégio eleitoral do país.
Com informações do Metrópoles

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