Integrantes do Palácio do Planalto e aliados do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o escândalo envolvendo o Banco
Master não deve causar desgaste relevante à imagem do petista nem interferir
diretamente em um eventual projeto de reeleição. A leitura interna é de que o caso
não tem apelo popular suficiente para mobilizar o eleitorado contra o governo.
A informação é da colunista Milena Teixeira,
do Metrópoles. Segundo auxiliares de Lula, crises que mexem
diretamente com o bolso ou com serviços essenciais, como as polêmicas
envolvendo o Pix ou problemas no INSS, têm potencial muito maior de impacto
eleitoral. Na comparação, o caso Master seria visto como mais restrito aos
bastidores políticos e jurídicos, sem alcançar a base social do presidente.
Aliados ponderam ainda que investigações envolvendo
diretamente membros da família do presidente, como eventual avanço de apurações
sobre Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teriam repercussão bem mais sensível
do que as conexões políticas que vêm sendo reveladas no escândalo bancário.
Outro argumento citado nos bastidores é que o
alcance do caso Master não se limita ao entorno do governo federal. Nomes do
Centrão e da oposição também aparecem entre os alvos das investigações, o que,
na avaliação de governistas, dilui o desgaste político e reduz a capacidade do
episódio de ser explorado eleitoralmente contra Lula.
Com informações do Metrópoles

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