O governo federal vai investir R$ 85,4 mil em 40
Smart TVs para exibir filmes e músicas nas cinco penitenciárias federais de
segurança máxima. Cada unidade, incluindo a de Mossoró (RN), receberá oito
televisores 4K de 50 polegadas, todos com acesso à internet controlado.
A iniciativa faz parte do programa ReintegraCINE,
que substitui a antiga Cinemateca com DVDs e VHS por conteúdo digital.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais afirma que
a modernização é necessária para acompanhar “avanços tecnológicos” e que o
acesso será restrito, com seleção de presos e programação aprovada pela direção
e Conselho Disciplinar.
Os aparelhos custam R$ 2.135 cada e vêm com suportes
de teto, conexão via Wi-Fi e cabo, múltiplas entradas HDMI e USB, além da
desativação de comandos por voz. A entrega está prevista para fevereiro de
2026.
A Senappen garante que os presos não terão acesso
direto à internet, e tudo será monitorado com protocolos rigorosos de segurança.
O programa é defendido como modernização de
atividades recreativas e educativas já previstas na Lei de Execução Penal. Mas
para críticos, o gasto levanta a velha pergunta: será que R$ 85 mil em Smart
TVs é prioridade em presídios de segurança máxima?

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