O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo
Tribunal Federal), antecipou seu retorno a Brasília para conversar com colegas
e tentar debelar o desgaste na imagem do tribunal causado por decisões no caso
do Banco Master.
O inquérito sigiloso é relatado pelo ministro Dias
Toffoli. Determinações do magistrado no caso têm gerado críticas dentro e fora
do tribunal, em especial na PF (Polícia Federal) e na PGR (Procuradoria-Geral
da República).
Toffoli tem dito a pessoas próximas que não pretende
deixar a relatoria do inquérito. O ministro afirma em conversas reservadas não
haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir
a investigação no tribunal.
Fachin segue em férias, mas retornou a Brasília
antes do previsto alegando a pessoas próximas que o “momento exige” sua
presença na capital federal. O ministro tem buscado articular uma saída
institucional para a crise de imagem do tribunal.
Durante o recesso, Fachin continuou conversando com
colegas sobre as crises recentes e sobre sua proposta de elaboração de um
código de conduta para tribunais superiores. Alexandre de Moraes é o
responsável pelo tribunal neste período.
Fachin manteve conversas com Moraes, Gilmar Mendes,
Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin e com o próprio Toffoli.
O presidente do STF viaja nesta terça-feira (20) para São Luís (MA), onde vai
se encontrar com Flávio Dino.
CNN Brasil

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