segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ex‑esposa de João Lima relata ciúme excessivo do cantor antes das agressões: 'Eu não podia ir à academia sozinha'

 


A médica e influenciadora Raphaella Brilhante falou, em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, sobre as agressões que sofreu do ex-marido, o cantor João Lima. Na entrevista veiculada nesta segunda-feira (26), a vítima relatou que, desde o começo do relacionamento, que durou cerca de três anos, o cantor se mostrava muito ciumento, ao ponto de não querer nem que ela fosse para a academia sozinha.

"O que eu estava achando que era ciúme, que era normal, na verdade já era controle. Ele era muito ciumento. Eu não podia ir à academia sozinha, tinha que estar com a minha mãe. Se eu fosse só, eu tinha que avisar a hora que eu chegava, quando eu estava indo, quando eu estava lá, quando eu saía, se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado, começava a brigar comigo".

Justiça decretou na tarde deste domingo (25) a prisão preventiva do cantor João Lima, investigado por violência doméstica. O caso repercutiu em todo o Brasil no sábado (24), após a divulgação de vídeos em que o João Lima aparece agredindo a mulher. Uma medida protetiva também foi concedida à vítima, que denunciou as agressões à Polícia Civil.

Em nota à imprensa, enviada neste domingo (25), a defesa do cantor afirmou que foi surpreendida "com a decretação de sua prisão preventiva, apesar do integral cumprimento das medidas protetivas anteriormente estabelecidas". Informou também que ele "sempre se colocou à disposição para colaborar com a Justiça" e que "já foi acordado formalmente com a autoridade policial que João Lima se apresentará voluntariamente nas próximas horas".

As agressões

Raphaella Brilhante e o cantor João Lima se casaram em novembro de 2025, e as agressões físicas começaram ainda na lua de mel. "Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu."

As agressões que foram registradas por uma câmera de segurança ocorreram no dia 18 de janeiro, segundo os autos do processo, quando o cantor João Lima "teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos". Na ocasião, ele ainda teria entregado uma faca para a vítima, mandando que ela se matasse.

Três dias depois, o cantor teria ido até a casa da mãe da vítima e a ameaçado novamente, dizendo que iria "acabar com a vida dela, caso não reatasse o relacionamento e que, se ela tivesse outro relacionamento, iria matar ambos".

A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirma que, antes do casamento, não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro. Câmeras internas da casa do casal registraram algumas agressões.

A defesa da vítima informou também que, em um dos episódios registrados, o casal estava separado, após a vítima pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia contado sobre as agressões.

A mãe de Raphaella Brilhante, Kellyane Brilhante, disse à TV Cabo Branco que, na frente da família, João Lima não demonstrava ser agressivo. "Sinceramente, é outra pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina".

Entenda o caso

A Polícia Civil investiga o cantor paraibano João Lima por violência doméstica contra a esposa, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.

Após a repercussão do caso, a esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante, publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente, pela primeira vez, a violência sofrida. Ela relatou que está enfrentando "uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história", e disse que "não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém".

A médica, que também atua como influenciadora e soma mais de 600 mil seguidores em apenas uma rede social, disse que "nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida" e reiterou que as medidas legais estão sendo tomadas com respeito à Justiça.

Como denunciar violência contra a mulher

Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones:

  • 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
  • 180 (Central de Atendimento à Mulher)
  • 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar - em casos de emergência)

 

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