A médica e influenciadora Raphaella Brilhante falou,
em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, sobre as agressões que sofreu do
ex-marido, o cantor João Lima. Na entrevista veiculada nesta segunda-feira
(26), a vítima relatou que, desde o começo do relacionamento, que durou cerca
de três anos, o cantor se mostrava muito ciumento, ao ponto de não querer nem
que ela fosse para a academia sozinha.
"O que eu estava achando que era ciúme, que era
normal, na verdade já era controle. Ele era muito ciumento. Eu não podia ir à
academia sozinha, tinha que estar com a minha mãe. Se eu fosse só, eu tinha que
avisar a hora que eu chegava, quando eu estava indo, quando eu estava lá,
quando eu saía, se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a
dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado, começava a brigar
comigo".
A Justiça
decretou na tarde deste domingo (25) a prisão preventiva do cantor João Lima,
investigado por violência doméstica. O caso repercutiu em todo o Brasil no
sábado (24), após
a divulgação de vídeos em que o João Lima aparece agredindo a mulher. Uma
medida protetiva também foi concedida à vítima, que denunciou as agressões à Polícia
Civil.
Em nota à imprensa, enviada neste domingo (25), a
defesa do cantor afirmou que foi surpreendida "com a decretação de sua
prisão preventiva, apesar do integral cumprimento das medidas protetivas
anteriormente estabelecidas". Informou também que ele "sempre se
colocou à disposição para colaborar com a Justiça" e que "já foi
acordado formalmente com a autoridade policial que João Lima se apresentará
voluntariamente nas próximas horas".
As agressões
Raphaella Brilhante e o cantor João Lima se casaram
em novembro de 2025, e as agressões físicas começaram ainda na lua de mel.
"Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me
bateu."
As agressões que foram registradas por uma câmera de
segurança ocorreram no dia 18 de janeiro, segundo os autos do processo, quando
o cantor João Lima "teria agredido a vítima com socos, apertos na
mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos". Na ocasião, ele
ainda teria entregado uma faca para a vítima, mandando que ela se matasse.
Três dias depois, o cantor teria ido até a casa da
mãe da vítima e a ameaçado novamente, dizendo que iria "acabar com a vida
dela, caso não reatasse o relacionamento e que, se ela tivesse outro
relacionamento, iria matar ambos".
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirma que,
antes do casamento, não houve episódios de violência durante os dois anos de
namoro. Câmeras internas da casa do casal registraram algumas agressões.
A defesa da vítima informou também que, em um dos
episódios registrados, o casal estava separado, após a vítima pedir um tempo no
relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia
contado sobre as agressões.
A mãe de Raphaella Brilhante, Kellyane
Brilhante, disse à TV Cabo Branco que, na frente da família, João Lima não
demonstrava ser agressivo. "Sinceramente, é outra
pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro
paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de
baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina".
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga o cantor paraibano João
Lima por violência doméstica contra a esposa, após vídeos divulgados em redes
sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.
Após
a repercussão do caso, a esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante,
publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente, pela primeira
vez, a violência sofrida. Ela relatou que está enfrentando "uma dor
que atravessa o corpo, a alma, e a história", e disse que "não há
palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém".
A médica, que também atua como influenciadora e soma
mais de 600 mil seguidores em apenas uma rede social, disse que "nenhuma
mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida" e reiterou
que as medidas legais estão sendo tomadas com respeito à Justiça.
Como denunciar violência contra a mulher
Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios,
feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por
meio de três telefones:
- 197
(Disque Denúncia da Polícia Civil)
- 180
(Central de Atendimento à Mulher)
- 190
(Disque Denúncia da Polícia Militar - em casos de emergência)

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