segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Déficit nas contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado desde 2014

 


O déficit nas contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, o pior resultado nominal desde 2014, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB). O aumento foi de 3,9%. De acordo com o BC, o avanço do rombo foi provocado principalmente pela redução do superávit da balança comercial, parcialmente compensada pela queda no déficit de serviços e pelo aumento do superávit de renda secundária.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que o déficit ficou estável ao longo de 2025 e passou a recuar no fim do ano, movimento associado à desaceleração da economia causada pelos juros elevados.

Apesar do resultado negativo, as contas externas foram integralmente financiadas pela entrada de investimentos diretos no país, que somaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), acima do déficit registrado. Investimentos estrangeiros em carteira também ajudaram, com ingresso líquido de US$ 15,3 bilhões, após saída em 2024.

O BC destacou que o cenário externo do país permanece sólido. Para 2026, a autoridade monetária projeta déficit em transações correntes de US$ 60 bilhões e entrada líquida de investimentos diretos de US$ 70 bilhões.

 

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