O déficit nas contas externas do Brasil somou US$
68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, o pior resultado nominal
desde 2014, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira
(26).
Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões
(3,03% do PIB). O aumento foi de 3,9%. De acordo com o BC, o avanço do rombo
foi provocado principalmente pela redução do superávit da balança comercial, parcialmente
compensada pela queda no déficit de serviços e pelo aumento do superávit de
renda secundária.
O chefe do Departamento de Estatísticas do BC,
Fernando Rocha, afirmou que o déficit ficou estável ao longo de 2025 e passou a
recuar no fim do ano, movimento associado à desaceleração da economia causada
pelos juros elevados.
Apesar do resultado negativo, as contas externas
foram integralmente financiadas pela entrada de investimentos diretos no país,
que somaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), acima do déficit registrado.
Investimentos estrangeiros em carteira também ajudaram, com ingresso líquido de
US$ 15,3 bilhões, após saída em 2024.
O BC destacou que o cenário externo do país
permanece sólido. Para 2026, a autoridade monetária projeta déficit em
transações correntes de US$ 60 bilhões e entrada líquida de investimentos
diretos de US$ 70 bilhões.

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