O convite feito pelo presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, para que Luiz Inácio Lula da Silva integre um “Conselho de Paz”
voltado à reconstrução da Faixa de Gaza colocou o presidente brasileiro diante
de um delicado dilema diplomático. A eventual participação pode gerar custos
políticos, especialmente diante da postura crítica adotada por Lula em relação
à ofensiva militar israelense no território palestino.
O governo brasileiro deve analisar com cautela os
impactos geopolíticos da iniciativa antes de se manifestar oficialmente.
Auxiliares de Lula avaliam pedir mais detalhes sobre o funcionamento do
conselho, liderado pelos EUA, e os limites de atuação do grupo, sobretudo
porque a política externa brasileira tradicionalmente defende a mediação de
conflitos sob a coordenação da ONU.
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em
outubro de 2023, Lula tem feito críticas duras à condução do conflito e
defendido a criação de um Estado palestino. Em pronunciamentos internacionais,
chegou a classificar a situação em Gaza como “genocídio”, o que aprofundou a
crise diplomática com Israel e levou o governo israelense a declará-lo persona
non grata em fevereiro de 2024.
O conselho anunciado por Trump inclui nomes como o
secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Jared
Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Apesar do anúncio, o
governo de Benjamin Netanyahu afirmou que a iniciativa não foi previamente
coordenada com Israel, abrindo mais uma frente de incerteza sobre a viabilidade
política do projeto.
Com informações da CNN

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