domingo, 18 de janeiro de 2026

Convite de Trump sobre Gaza expõe Lula a impasse diplomático com EUA e Israel

 


O convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Luiz Inácio Lula da Silva integre um “Conselho de Paz” voltado à reconstrução da Faixa de Gaza colocou o presidente brasileiro diante de um delicado dilema diplomático. A eventual participação pode gerar custos políticos, especialmente diante da postura crítica adotada por Lula em relação à ofensiva militar israelense no território palestino.

O governo brasileiro deve analisar com cautela os impactos geopolíticos da iniciativa antes de se manifestar oficialmente. Auxiliares de Lula avaliam pedir mais detalhes sobre o funcionamento do conselho, liderado pelos EUA, e os limites de atuação do grupo, sobretudo porque a política externa brasileira tradicionalmente defende a mediação de conflitos sob a coordenação da ONU.

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, Lula tem feito críticas duras à condução do conflito e defendido a criação de um Estado palestino. Em pronunciamentos internacionais, chegou a classificar a situação em Gaza como “genocídio”, o que aprofundou a crise diplomática com Israel e levou o governo israelense a declará-lo persona non grata em fevereiro de 2024.

O conselho anunciado por Trump inclui nomes como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Apesar do anúncio, o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que a iniciativa não foi previamente coordenada com Israel, abrindo mais uma frente de incerteza sobre a viabilidade política do projeto.

Com informações da CNN

 

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