A Justiça do Rio de Janeiro manteve, neste domingo
(18), a prisão do cantor Ewerton Luiz da Silva Chagas, conhecido como Tonzão
Chagas. Durante a audiência de custódia, o Judiciário decidiu manter o artista
detido após a prisão em flagrante por lesão corporal contra a esposa, que está
grávida de seis meses.
A ocorrência aconteceu na Zona Sudoeste do Rio de
Janeiro. Logo após a prisão, Tonzão Chagas seguiu para audiência de custódia no
presídio de Benfica. O caso, no entanto, tramita sob sigilo no Tribunal de
Justiça.
Defesa aponta histórico de violência
Segundo a defesa da vítima, Débora Barreto, o
episódio não representa um caso isolado. De acordo com os advogados, registros
anteriores de violência doméstica comprovam a reiteração das agressões ao longo
do tempo.
Além disso, a defesa informou que já solicitou
medidas protetivas à Justiça. A advogada Catarina Souto destacou que o caso
apresenta agravantes relevantes, sobretudo porque a vítima está grávida.
Ainda conforme a defesa, há provas robustas
reunidas, como registros formais e documentos oficiais. Dessa forma, os
advogados classificam o episódio como um cenário típico de violência doméstica
continuada.
Polícia relata tentativa de agressão
A Polícia Militar informou que equipes atenderam à
ocorrência após uma tentativa de agressão. No local, os agentes constataram que
Tonzão Chagas apresentava sinais de embriaguez no momento da abordagem.
Por isso, os policiais efetuaram a prisão em
flagrante ainda na residência. Em seguida, o cantor foi conduzido à delegacia
para os procedimentos legais.
Vítima relata medo e pede orações
Após o episódio, Débora Barreto publicou um vídeo
nas redes sociais relatando que sentiu fortes dores durante a madrugada.
Segundo ela, o mal-estar se intensificou, o que a levou a procurar atendimento
médico.
Além disso, a vítima afirmou que permanece em
observação. Em outra publicação, ela compartilhou uma imagem do exame de
ultrassom e relatou o impacto emocional do ocorrido.
Segundo Débora, a situação foi extremamente difícil
e poderia ter provocado um aborto. Por fim, ela pediu orações e apoio,
destacando que nenhuma mulher, especialmente grávida, deveria passar por esse
tipo de violência.
O caso segue sob investigação. Enquanto isso, a
Justiça analisa os pedidos de medidas protetivas solicitados pela defesa da
vítima.

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