O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que
facilita transferências no Brasil, também se tornou alvo de criminosos. Só
entre janeiro e setembro de 2025, foram registradas 28 milhões de fraudes, uma
média de um golpe por segundo, segundo dados da Associação de Defesa de Dados
Pessoais e do Consumidor.
Um dos casos recentes do “golpe do falso
Pix” envolve Cinthia Moreira, dona de um salão de beleza no centro de São
Paulo. Ela foi vítima de dois golpes consecutivos. No primeiro, uma
transferência nunca foi efetivada, e no segundo, uma cliente exibiu comprovante
falso de pagamento no celular.
“Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o
comprovante. Eu confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha
caído”, conta Cinthia. No salão de Cintia, a regra agora é clara.
“Já na hora, confere. Se vai confiar só no cliente,
não funciona”, reforça.
Estima-se que oito em cada dez brasileiros utilizem
o Pix para pagamentos e serviços. A facilidade do sistema, porém, atrai
golpistas que exploram a confiança das vítimas, muitas vezes exigindo atenção
redobrada em transações de alto valor.
Segundo advogados especializados em direito digital,
é essencial checar se a transferência foi realmente efetuada antes de liberar
produtos ou serviços:
- Confirme
no aplicativo do banco se o dinheiro entrou na conta;
- Evite
confiar apenas em comprovantes enviados pelo celular;
- Espere
a confirmação do crédito antes de concluir a venda ou serviço;
Com informações de SBT News

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