A Prefeitura de Tangará decretou recesso administrativo. Na prática, a decisão tem um nome simples — e cruel: interrupção do serviço público para quem mais precisa dele.
O discurso oficial tenta maquiar a medida com
palavras como “organização”, “orientações internas” e outros termos
burocráticos. Mas, fora dos gabinetes, a realidade é outra. O que o
cidadão sente é abandono.
As
UBS todas fechadas, a Secretaria Municipal de Saúde
fechada, como se ninguém precisasse ou adoecesse nestes dias. Nunca na história
do Brasil, nenhum posto de saúde tirou férias, porque todo dia o povo precisa
de um curativo de um atendimento, nunca vi isso na vida, só em Tangará, mesmo,
só nesta administração que tudo pode, ALÔ Ministério Público Comarca Tangará
isso pode?
Enquanto
as portas da Prefeitura se fecham, a população continua
enfrentando problemas diários: falta de atendimento, ausência de respostas,
carência de serviços básicos que são obrigação legal do município. A máquina pública não existe para servir a
si mesma, mas para funcionar em favor do povo que a sustenta com impostos.
Recesso
pode ser confortável para quem ocupa cargos administrativos,
mas para quem depende do serviço público, significa negligência. Tangará
não pode parar. Doenças não entram em
recesso, problemas sociais não tiram
férias, a fome não espera despacho
administrativo.
Suspender
ou enfraquecer serviços essenciais é desrespeitar o cidadão
e romper a confiança entre o poder público e a população. O recesso escancara mais um episódio de descaso de uma gestão que
insiste em virar as costas para quem mais precisa.
Governar não é fechar a Prefeitura. Governar
é garantir que ela funcione todos os dias, com portas abertas, atendimento
digno e compromisso com o povo.
O povo de Tangará merece respeito — não portas fechadas.








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