O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Guilherme Boulos, classificou como “taxa de agiotagem” o valor
cobrado dos aplicativos de transporte de motoristas parcerios. A declaração foi
dada à CNN Brasil nesta segunda-feira (19). A notícia é da CNN Brasil.
“Você vai pegar a comissão de um vendedor de veículo
é de 5%, você vai pegar a comissão de um advogado é 10 a 20% do processo, isso
por lei, e a da Uber que só administra o aplicativo é 40%, 50% sem assumir
nenhum risco, sem ter nenhum investimento. Isso não é taxa de retenção. Isso
taxa de agiotagem, de exploração”, disse.
Boulos afirmou que o projeto em tramitação no
Congresso busca fazer o equilíbrio dessa balança. “A mesma questão em relação
aos motoqueiros. Hoje o IFood, as outras empresas, pagam por viagem por motoboy
R$ 7,50. Só que eles ganham na outra ponta 25% de cada pedido que a gente faz
quando pede uma comida delivery em casa”.
Segundo o ministro, o presidente da Câmara, deputado
Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que dará prioridade a discussão sobre
esse tema.
O governo deu aval ao texto do relator, deputado
Augusto Coutinho (Republicanos-PE), que foi apresentado em dezembro e está
pronto para análise em uma comissão especial. Coutinho negociou diversos pontos
do relatório com o Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito
a aliados que não se conforma como esses trabalhadores se distanciaram da
esquerda e se identificaram com pautas defendidas pelo bolsonarismo.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
calcula que 2,1 milhões de pessoas trabalham hoje por meio de plataformas
digitais, como Uber, 99 e iFood.
À CNN Brasil, Hugo Motta disse que o PL de
regulamentação do trabalho por aplicativos é uma pauta "importante
demais", mas evitou se comprometer com datas e lembrou que as empresas de
aplicativos ainda têm ressalvas ao texto do relator.

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