Tudo começa e termina com Fátima Bezerra, a coveira
do RN. Enquanto ela decide se renuncia ou não em abril, o tabuleiro fica
travado. A recusa de Walter Alves em assumir engessa o governo. Pior: empurrar
a decisão de quem será o próximo governador para a Assembleia Legislativa é dar
um tiro no próprio pé de Fátima.
Eleição indireta na AL é convite para expor o caos.
Dívidas, compromissos não cumpridos, a bagunça inteira sob holofote. E, muito
provavelmente, um adversário no comando do Executivo narrando o desastre por
dentro.
Renunciar ou não renunciar é o fato político
central. Porque a peça de reposição petista, a patricinha bolivariana Natália
Bonavides, é eleitoralmente mais forte que a própria Fátima.
Natália diz que vai à reeleição. A pergunta correta
é outra: alguém ainda acredita no que Natália diz? Natália sonha com voos mais
altos.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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