O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) voltou a
gerar polêmica ao declarar, em entrevista à revista Breeza, que é “maconheiro”
e que a criminalização da cannabis no Brasil é “racista”. Ele defendeu
que políticos parem de tratar o tema com receio e disse que já tentou plantar a
planta em casa, sem sucesso.
“Eu não fumo cannabis, eu fumo maconha. Não sou
canabizeiro, sou maconheiro”, declarou em entrevista à revista on-line
Breeza, concedida durante a ExpoCannabis, evento realizado de 14 a 16 de
novembro em São Paulo. “A planta é maravilhosa e a criminalização dessa planta
na história de nosso país se demonstrou de caráter absolutamente racista”,
disse.
Freitas afirmou ainda que pretende criar uma
associação para cultivo de cannabis medicinal voltada a pacientes vulneráveis,
com protagonismo de egressos do sistema prisional. Segundo ele, a ideia também
tem caráter político: “Vamos poder fumar nossa maconha na cara da classe média,
branca, hipócrita, de Curitiba.”
O deputado também defendeu maior participação de
pessoas negras na cadeia produtiva da cannabis, argumentando que, sem isso, o
dinheiro do setor continuará enriquecendo “outros bolsos”.
Polêmica recente
Freitas esteve no centro de outra controvérsia em
novembro, quando um vídeo circulou mostrando uma briga entre ele e o manobrista
Wesley de Souza Silva. O deputado afirmou ter sido vítima de racismo e disse
ter fraturado o nariz. Outro vídeo, divulgado no dia seguinte, mostra o carro
do manobrista passando perto de Freitas e uma mulher, seguido por discussão e
agressões envolvendo o deputado e seu assessor.
Conflitos passados
— 2021: Foi preso pela Guarda
Municipal de Curitiba durante um ato político, acusado de agressão e
resistência.
— 2023: Teve um atrito com agentes da PF no embarque para um
voo; acusou os policiais de racismo.
— Outros episódios: Há registros de confrontos com autoridades
em diferentes ocasiões, sempre com versões divergentes entre o deputado e os
agentes envolvidos.
Mandato cassado e restabelecido pelo STF
Em 2022, Renato Freitas teve o mandato de vereador
cassado após entrar em uma igreja com manifestantes durante um protesto contra
o racismo. Em setembro do mesmo ano, o STF restabeleceu o mandato, afirmando
que manifestações pacíficas em defesa da população negra não justificam
cassação.
Com informações de Poder 360

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