O Partido dos Trabalhadores (PT) propõe, em sua nova
cartilha de segurança pública, a criação de uma Guarda Nacional Permanente de
Caráter Civil, responsável por substituir a atual Força Nacional de Segurança
Pública nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Segundo o documento, a medida depende de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alteraria o artigo 144 da
Constituição Federal e mudaria a estrutura da atuação federal no setor. A
substituição integra um conjunto de mudanças constitucionais defendidas pelo
partido.
A cartilha afirma que a Força Nacional é “apenas um
programa”, composto por policiais cedidos pelos estados, sem “estrutura
hierárquica adequada, código de conduta ou órgão corregedor”. Por isso,
o PT defende uma instituição própria da União, com efetivo
permanente, ingresso por concurso público e atuação uniforme e ostensiva
em todo o território nacional, especialmente em áreas sensíveis como fronteiras
e Amazônia Legal.
Com essa mudança, “gradativamente não será mais
necessário o emprego das Forças Armadas por meio das operações de Garantia da
Lei e da Ordem (GLO)”, diz o documento.
PEC em elaboração
A PEC elaborada pelo partido pode ser
apresentada ao Congresso pelo governo federal ou pela própria bancada petista.
Embora não estabeleça prazo, o documento afirma que a proposta faz parte de uma
reestruturação mais ampla da segurança pública no país.
Segundo a cartilha, a PEC prevê:
- criação
da Guarda Nacional Civil, com atuação nacional e ingresso via concurso;
- substituição
da Força Nacional, que deixaria de existir no modelo atual;
- inclusão
da nova guarda no capítulo constitucional da segurança pública;
- transferência
da responsabilidade por ações de GLO para a nova força, retirando essa
função das Forças Armadas;
- reforço
da atuação federal em regiões estratégicas, como fronteiras.
Vale ressaltar que a PEC da Guarda Nacional não é a
PEC da Segurança Pública, em tramitação na Câmara dos Deputados. Ela é uma
outra proposta, dentro do pacote de “mudanças constitucionais” sugeridas pelo
PT.
Proposta de criação do Ministério da
Segurança Pública
Além da nova guarda, o PT também defende a criação
do Ministério da Segurança Pública (MSP), retirando o tema da estrutura do
Ministério da Justiça, hoje comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski. A
ideia é concentrar em uma pasta exclusiva todas as ações e órgãos federais do
setor.
Segundo a cartilha, ficariam sob a estrutura do novo
ministério:
- Polícia
Federal (PF)
- Polícia
Rodoviária Federal (PRF)
- Polícia
Ferroviária Federal
- Polícia
Penal Federal
- Força
Nacional — que seria substituída pela Guarda Nacional caso
a PEC avance
- Secretaria
Nacional de Segurança Pública (Senasp)
O documento afirma que “a União deve coordenar a
política de segurança pública, mediante a criação do Ministério da Segurança
Pública”, reforçando que a mudança ampliaria a capacidade de planejamento,
gestão e integração das políticas do setor.
A cartilha reúne sugestões que, segundo o PT, devem
orientar debates internos e embasar futuras iniciativas legislativas do partido
na área de segurança pública.
SBT News

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