De janeiro a outubro, o Hospital Monsenhor Walfredo
Gurgel contabilizou quase 7 mil atendimentos a pacientes vítimas de acidentes
de moto. O número representa um crescimento de quase 13% em relação ao mesmo
período do ano passado.
O mês que registrou maior número de atendimentos por
este motivo foi outubro, com 764 entradas registradas no pronto-socorro.
Segundo o hospital, mais de 34% dos atendimentos viram internações, que duram
tempo médio de 5 dias.
O levantamento elaborado pela unidade de saúde, que
recebe demandas de grande parte do Rio Grande do Norte, mostra que a maioria
das vítimas tem entre 21 e 40 anos de idade.
Por mês, em média, 239 pacientes são internados no
hospital, vítimas de acidente de moto. É como se ocorrem 8 internações todos os
dias. Uma realidade que custa caro para o sistema de saúde e para a própria
qualidade de vida do paciente, depois que ele tem alta e deixa o hospital.
O diretor do hospital, Tadeu Alencar, ainda
argumenta que a alta demanda relacionada aos acidentes de moto acaba impactando
no atendimento dos demais casos que chegam.
"A gente não consegue ter uma vaga decente para
atender um paciente de infarto, de AVC, porque está tudo muito ocupado com
fraturas, às vezes simples, de acidente de moto, principalmente. Isso acaba
gerando um custo altíssimo na vida, nos próprios procedimentos cirúrgicos, que
são caríssimos; no material, nos dias de internação, dias de UTI, todos os
equipamentos", afirmou.
"Tudo isso é de um gasto imenso que poderia ser
minimizado com a melhor educação da nossa população", complementou o
diretor.
De acordo com o Hospital Walfredo Gurgel, somente
nesta segunda-feira (7) dos 68 pacientes que estavam internados por trauma
cranioencefálico na unidade, 55 eram por acidente de moto.
O assunto também mexe com a Segurança Pública, cujos
representantes afirmam estar intensificando as ações de orientação e de
fiscalização, tanto em Natal como no interior do estado.
Em Natal e no interior nós estamos trabalhando,
justamente com a orientação do nosso Departamento Estadual de Trânsito, do
setor de Educação, com processo de educação no trânsito, orientando o condutor,
por que o condutor bem orientado não vai fazer nenhum ato de infração de
trânsito. Então é um trabalho de orientação e também de fiscalização",
afirmou o coronel Eduardo Franco, comandante da Polícia Rodoviária Estadual.


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