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O secretário estadual de administração penitenciária
(SEAP), Helton Edi, assinou o arquivamento do Processo Administrativo
Disciplinar (PAD) do policial penal Fabrício Amaro, investigado dentro da pasta
por envolvimento com mulheres trans dentro do presídio Ceará-Mirim. O policial
penal, inclusive, mandou a seguinte nota para a redação da 96. Segue o texto na
íntegra:
"Prezados Senhores,
Sou o Sr. Fabricio Amaro, policial
Penal, e solicito, por meio desta comunicação formal, o exercício do meu
direito de resposta devido à exposição indevida do meu nome e da minha imagem,
expostos na reportagem veiculada em vossa emissora. As alegações sobre meu
envolvimento com mulheres trans no presídio de Ceará-Mirim são falsas e foi o
que se entendeu da matéria jornalística. Após a conclusão do processo
administrativo, peço a oportunidade de apresentar minha versão dos fatos, de
acordo com o documento oficial emitido pela Secretaria de Estado da
Administração Penitenciária, com o objetivo de restabelecer a verdade e
minimizar os danos causados à minha imagem pessoal e profissional.
Venho, por meio desta comunicação
formal, esclarecer que, em resposta à denúncia formulada pelas internas, que
alegaram estar sendo coagidas a fabricar provas contra dois policiais,
desempenhei meu papel como chefe de equipe ao garantir o pleno exercício do
direito dessas detentas de formalizarem a denúncia perante a autoridade
policial competente.
É imprescindível salientar que agi em
consonância com os princípios éticos e jurídicos que norteiam minha função,
assegurando a integridade do processo legal e respeitando os direitos das
partes envolvidas.
Ressalto a importância do princípio da
isonomia e solicito que seja concedido um espaço em vossa programação para
apresentar minha resposta de forma adequada e proporcional à repercussão
negativa gerada. A concessão desse direito de resposta contribuirá para
reparar, ao menos em parte, os danos à minha honra e imagem, além de manter os
princípios éticos e jornalísticos. Agradeço a atenção e aguardo o
encaminhamento adequado de minha solicitação dentro do prazo legal
estabelecido.
Atenciosamente, Fabricio Amaro"
RELEMBRE O CASO
Em novembro de 2022, por meio de sua assessoria de
imprensa, a Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) divulgou que
estava investigando o caso de quatro policiais penais que, na última
quinta-feira (3), retiraram duas internas transexuais que pernamenceram 40
minutos trancadas em uma sala com outro agente. A situação foi filmada por
câmeras de vigilância.
Segundo a Secretaria, o caso foi registrado por
volta das 21h04. Na ocasião, o policial (já identificado) estava de serviço,
mas na ocasião não usa uniforme. Ele vestia apenas calção, camisa e chinelo.
Além disso, foram registrados vários contatos do investigado com as
transexuais.
A pasta informou:
"A Secretaria da Administração
Penitenciária (SEAP) apura a conduta de quatro policiais penais que às 21h04,
do dia 03/11, retiraram da cela de vulneráveis da Cadeia Pública de Ceará-Mirim
dois internos transexuais e, por 40 minutos, permaneceram trancados numa
sala.
Um dos policiais foi identificado.
Fabrício Amaro Souza dos Santos estava de serviço, mas na ocasião não usa
uniforme. Vestia apenas calção, camisa e chinelo. O caso foi filmado pela
câmeras de vigilância e, desde então, foram registrados vários contatos desse
policial penal com presos transexuais. Nos 40 minutos na sala, dois policiais
penais de plantão tentam adentar no local, mas a porta permaneceu trancada.
Nesta terça-feira (8), o policial penal
Fabrício Amaro, não estando de serviço, retirou os mesmos dois internos
transexuais da cela e, sem autorização superior e descumprindo os procedimentos
de segurança, colocou-os numa viatura da SEAP e os levou para fora da unidade
prisional. O servidor responde a processo por abandono de posto em 23/05 deste
ano.
Por tais motivos, a SEAP determinou a
instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na Corregedoria da
instituição com amplo direito a defesa e ao contraditório dos envolvidos".
O caso, como destacado pelo atual secretário, não
foi levado adiante.
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