Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST) desocuparam na tarde desta terça-feira (18) o prédio do
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Natal.
Eles
haviam ocupado o local na manhã da segunda-feira (17) após uma passeata em
que cobravam, entre outras pautas, o assentamento de famílias como as que estão
acampadas há 17 anos nas terras de uma antiga usina em Ceará-Mirim, na região
metropolitana da capital potiguar.
A desocupação ocorreu em comum acordo por volta das
16h30 após uma reunião entre integrantes do MST e representantes do Incra.
Segundo o MST, na segunda-feira cerca de 300
militantes de diferentes regiões do estado participaram do ato que marcou a
Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária. O movimento também
cobra desapropriação de terras e cadastramento de famílias.
Ainda de acordo com o MST, o Rio Grande do Norte
possui cerca de 20 mil famílias assentadas e 3 mil famílias acampadas,
distribuídas em 50 acampamentos de todas as regiões do estado.
Reunião
Nesta terça (18), houve uma reunião entre entidades
ligadas aos donos de propriedades rurais se reuniram na sede do Incra para
tratar de segurança no campo. Eles temem novas ocupações e pediram um trabalho
de segurança no campo.
"Estamos reunindo todos os setores do agro para
discutirmos ações que nos dêem garantia de preservar o nosso patrimônio",
disse José Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN
(Faern).
"A partir de amanhã [quarta-feira] nós vamos
fazer uma reunião com os secretarios de agricultura e de desenvolvimento
agrário e com o superintendente do Incra para termos a dimensão e a ideia de
toda essa situação no RN. A partir daí nós iremos adotar providências junto com
essas instituições para garantir a segurança dos proprietários rurais e das
pessoas que vão estar nesses movimentos rurais", explicou o secretário de
Segurança Pública e Defesa Social do RN, Coronel Francisco Araújo.

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