segunda-feira, 19 de outubro de 2026

VÍDEO - DEBATE NA BAND: Lula defende saidinha de presos para visitar familiares

 



Saidinha: Lula escolheu o lado errado, e o Congresso já disse isso

Em pleno debate presidencial, com milhões de brasileiros assistindo, o presidente Lula teve a chance de falar sobre segurança pública. Preferiu defender a saída temporária de presos para visitar a família, a famosa “saidinha”. Segundo ele, quem tem “comportamento decente” e está “se recuperando” merece esse direito.

Num país em que o medo da violência é uma das maiores preocupações da população, a escolha de prioridade já diz muito.

Um veto derrubado por esmagadora maioria

O presidente fala como se o tema ainda estivesse em aberto. Não está. Em 2024, o Congresso aprovou a lei que restringiu o benefício. Lula vetou o trecho que mantinha as visitas familiares, e o veto foi derrubado por margem enorme: 314 a 126 na Câmara e 52 a 11 no Senado. Não foi um acidente de percurso nem manobra de bastidor. Foi a representação popular dizendo, com clareza, que o país não quer mais esse modelo.

Hoje, a saída temporária continua existindo apenas para presos do semiaberto que precisam frequentar cursos educacionais ou de formação profissional. Ou seja: quem quer estudar e trabalhar para se reinserir continua tendo caminho. O que acabou foi a saída por feriado, sem finalidade pedagógica, que virou símbolo de impunidade para boa parte da sociedade.

O argumento do “comportamento decente”

O discurso de Lula soa humano, mas esconde o problema central. Quem avalia o “comportamento decente” de um preso? Um conselho penitenciário sobrecarregado, um sistema que a própria esquerda costuma descrever como falido, superlotado e dominado por facções? Se o Estado não consegue garantir nem o básico dentro dos presídios, como pedir que a sociedade confie na triagem de quem sai?

Para a vítima e para a família da vítima, o argumento é ainda mais difícil de engolir. Quem foi assaltado, agredido ou perdeu alguém para o crime não vê a saidinha como “direito à convivência familiar”. Vê como o Estado priorizando o conforto de quem violou a lei enquanto o cidadão comum se tranca atrás de grades em casa.

Prioridade invertida

A pergunta que fica é simples: com tantos problemas de segurança, por que o presidente escolheu gastar seu tempo de debate defendendo o benefício de condenados? Governar é fazer escolhas. Num momento em que o eleitor cobra mais proteção, mais polícia, mais inteligência e mais rigor com o crime organizado, Lula escolheu a trincheira que o próprio Congresso, incluindo parte significativa da base que o apoia, já abandonou.

Ressocialização é um objetivo legítimo, e ninguém sério nega isso. Mas ela se constrói com trabalho, estudo e vigilância dentro do sistema, que é justamente o que a lei atual preserva. Defender a volta da saidinha por feriado não é defender a recuperação do preso. É ignorar o que a sociedade já decidiu.

O eleitor brasileiro vai julgar, nas urnas, quem entendeu o recado.

 

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