Aliados da
ex-ministra do Planejamento Simone Tebet levaram seu nome ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) como opção para ocupar uma cadeira no Supremo
Tribunal Federal (STF). Até o fim de seu mandato, o chefe do Executivo terá a
prerrogativa de indicar três magistrados para a Corte: além do assento vago com
a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, novas duas vagas serão
abertas com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Segundo interlocutores do Planalto, Lula já decidiu
que reservará ao menos uma das indicações a uma mulher, restando definir a qual
das vagas ela será destinada. Mestre em Direito pela PUC-SP, ex-presidente da
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ex-professora
universitária, Tebet aproximou-se do presidente ao apoiá-lo no segundo turno
das eleições de 2022. Recentemente, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo,
mas não se elegeu. Além de seu nome, a ministra do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) Daniela Teixeira também é cotada para integrar a Corte.
O cenário de escolhas ocorre após o Senado rejeitar
a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por
Barroso. Apesar da recusa parlamentar, o presidente sinalizou a intenção de
reapresentar o nome de Messias à apreciação da Casa.
Outro cotado para compor a lista de indicados é o
ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco. A escolha de
Pacheco conta com a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem
o respaldo de integrantes do próprio STF.
Com informações da coluna de Mônica
Bergamo/Estadão

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