Senadores que tomarão posse em 2027 avaliam que uma
eventual saída negociada do ministro Alexandre de Moraes, do STF, não seria
suficiente para encerrar a pressão por seu impeachment. Segundo a coluna
Painel, da Folha de S.Paulo, parlamentares consideram difícil evitar a
abertura de um processo contra o magistrado.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador
político da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), procurou
magistrados nas últimas semanas para transmitir a mensagem de que não haverá
ruptura institucional caso o candidato derrote o presidente Lula (PT) no 2º
turno.
Apesar da sinalização, até parlamentares contrários
ao afastamento de ministros reconhecem que a pressão sobre o STF deverá
continuar. Segundo a Folha, parte dos senadores eleitos construiu sua campanha
em torno de críticas ao Supremo, o que dificultaria um acordo para a
aposentadoria antecipada de Moraes.
A abertura de um processo de impeachment depende do
presidente do Senado. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que pretende disputar
o comando da Casa, já sinalizou que não criará obstáculos. Entre os possíveis
concorrentes estão Rogério Marinho e o atual presidente, Davi Alcolumbre (União
Brasil-AP).
O tema também divide aliados de Flávio Bolsonaro.
Enquanto integrantes mais moderados defendem uma acomodação institucional com o
STF, outra ala sustenta o impeachment de Moraes e chega a defender sua prisão.
Durante ato realizado em 7 de setembro, em São
Paulo, Flávio afirmou que indicaria cinco ministros ao Supremo caso fosse
eleito, alegando que Moraes deixaria a Corte. Posteriormente, passou a falar em
pelo menos quatro indicações, considerando aposentadorias previstas até 2030 e
a vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário