No quinto ano do conflito na Ucrânia, incidentes
militares cada vez mais próximos do território de países membros da Organização
do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elevam a pressão sobre a segurança no
continente europeu. Na última semana, ataques com drones contra embarcações no
Mar Negro, nas imediações das costas de Romênia e Bulgária, deixaram
marinheiros desaparecidos e levaram o governo búlgaro a solicitar formalmente o
reforço de sistemas antiaéreos e de tecnologias antidrone.
Os episódios acentuaram o receio de governos
europeus de que o confronto transborde as fronteiras ucranianas devido a
incursões aéreas, violações de espaço territorial e operações atribuídas a
Moscou. Embora os episódios recentes não configurem um ataque direto contra a
aliança, a proximidade com áreas sob responsabilidade de países aliados tem
exigido ampliação das medidas de proteção.
Diante do cenário, o secretário-geral da Otan, Mark
Rutte, reuniu-se na quinta-feira (15) com lideranças da Romênia e da Bulgária
para discutir ajustes na postura defensiva da organização. A aliança mantém
grupos táticos multinacionais no flanco oriental, abrangendo países como
Bulgária, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e
Eslováquia.
O comandante supremo aliado na Europa, Alexus
Grynkewich, destacou que qualquer agressão ao território de um Estado-membro
terá resposta imediata. A declaração reforça o princípio de defesa coletiva do
bloco, sem sinalizar, contudo, a intenção de provocar um confronto direto com a
Rússia.
Europa reforça planos de defesa
A combinação de ataques à Ucrânia, incidentes no Mar
Negro e suspeitas de operações híbridas têm levado governos europeus a tratar a
segurança como uma questão que vai além do campo de batalha.
A discussão inclui a proteção de instalações
estratégicas, a capacidade de resposta a drones, a mobilização militar e a
preparação da população para possíveis emergências.
A Alemanha, por exemplo, desenvolveu um plano
operacional voltado à coordenação de autoridades civis e militares em situações
de crise.
Outros governos também discutem estoques de
emergência e orientações para a população diante de interrupções no
fornecimento de energia, falhas de comunicação ou ameaças à infraestrutura.
Com informações do Metrópoles

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