quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Exportações caem 30% em setembro, mas RN tem superávit de US$ 58,4 mi

 


Cláudio Oliveira
Repórter

A balança comercial do Rio Grande do Norte registrou superávit de US$ 58,4 milhões em setembro de 2026, resultado da diferença entre US$ 85,7 milhões em exportações e US$ 27,3 milhões em importações. Apesar do saldo positivo, as vendas potiguares ao mercado internacional recuaram 30,5% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as compras externas diminuíram 5,2%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Em setembro do ano passado, as exportações haviam alcançado US$ 123,3 milhões, enquanto as importações somaram US$ 28,8 milhões. Com isso, o superávit mensal caiu de US$ 94,5 milhões em setembro de 2025 para US$ 58,4 milhões neste ano, uma redução de aproximadamente 38,2%.

A queda das exportações ocorreu depois de um mês de desempenho elevado. Em agosto, o valor exportado pelo estado (US$ 132,7 milhões) havia crescido 83,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Em setembro, porém, a comparação anual passou a registrar resultado negativo, influenciada principalmente pela redução nas vendas de combustíveis de petróleo e de frutas.

Apesar da retração em setembro, o comércio exterior potiguar mantém resultado favorável no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, as exportações somaram aproximadamente US$ 1 bilhão, alta de 29% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 341,4 milhões, crescimento de 5,2%.
A diferença entre as vendas e as compras externas resultou em superávit de US$ 659,4 milhões nos nove primeiros meses do ano.

O ouro foi o principal produto da pauta exportadora potiguar em setembro. As vendas do metal somaram US$ 34,4 milhões, o equivalente a 40,2% de tudo o que o estado exportou no mês. O valor representou aumento de 45,8%, ou US$ 10,8 milhões a mais, em relação ao período de comparação informado nos dados do comércio exterior.

Na segunda posição ficaram as frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, com US$ 27 milhões e participação de 31,5% das exportações. Apesar do peso na pauta, o segmento registrou queda de 22,3%, equivalente a US$ 7,7 milhões a menos.

Os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, somaram US$ 8,9 milhões, correspondentes a 10,4% das vendas externas. O resultado representou uma redução de 83,4%, ou US$ 44,8 milhões, conforme a variação informada na base de dados. Já outros minérios concentrados de metais de base alcançaram US$ 3 milhões, com participação de 3,5% e crescimento de 609,5%, equivalente a US$ 2,6 milhões.

Os dados setoriais reforçam o peso da indústria de transformação nas exportações do RN. Em setembro de 2026, o segmento respondeu por US$ 52,8 milhões, seguido pela agropecuária, com US$ 27,3 milhões, e pela indústria extrativista, com US$ 4,5 milhões.

Na comparação com agosto, a indústria de transformação recuou de US$ 117,6 milhões para US$ 52,8 milhões. A agropecuária também apresentou redução, passando de US$ 9,2 milhões para US$ 6,7 milhões, conforme os valores setoriais informados. A indústria extrativista, por outro lado, caiu de US$ 5,7 milhões para US$ 4,5 milhões.

Canadá é maior destino das exportações

O Canadá foi o principal mercado das exportações potiguares em setembro, com compras de US$ 30,6 milhões, equivalentes a 35,7% do total. O valor cresceu 26,5%, ou US$ 6,4 milhões, na comparação indicada pelos dados. Os Países Baixos aparecem em seguida, com US$ 21,8 milhões e participação de 25,4%, apesar de uma queda de 8,1%, equivalente a US$ 1,9 milhão. O Reino Unido recebeu US$ 9,9 milhões em produtos potiguares, ou 11,6% das vendas, com redução de 17,4%, correspondente a US$ 2,1 milhões.

A Suíça respondeu por US$ 4,7 milhões, o equivalente a 5,4% das exportações. Os dados apontam aumento expressivo, de 87.188%. Os Estados Unidos aparecem entre os cinco principais destinos, com participação informada de 4,6% e crescimento de 203%.

Do lado das importações, a China foi o principal país de origem das mercadorias compradas pelo RN em setembro. As aquisições somaram US$ 8,4 milhões, ou 30,9% do total. A Argentina ficou na segunda posição, com US$ 7,8 milhões e participação de 28,6%, seguida pela Espanha, com US$ 2,6 milhões, equivalentes a 9,5%.

Entre os produtos importados, o trigo e o centeio não moídos lideraram a pauta, com US$ 5,4 milhões, equivalentes a 19,7% do total. As compras desses produtos cresceram 39,1%, ou US$ 1,1 milhão.

Números

45,8% - Foi a alta registrada na exportação de ouro do Rio Grande do Norte em setembro de 2026

83,4% - Foi a queda nas vendas dos óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos no mês

 

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