O apresentador e jornalista William Waack avaliou,
em seu programa na CNN Brasil, o aprofundamento da crise institucional
instalada no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Waack, a Corte, que
já foi apelidada por Flávio Dino de “Supremo Futebol Clube”, enfrenta um
período de forte desgaste após o rompimento da harmonia entre os magistrados em
relação a investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O estopim para uma mudança de postura do presidente
do STF, ministro Edson Fachin, ocorreu após pressões públicas, incluindo
críticas abertas feitas pelo ministro Flávio Dino sobre os rumos do inquérito
das fake news. Em resposta, Fachin buscou “pôr a bola no chão” ao anunciar
medidas de impacto interno.
“Os ministros pareciam atuar juntos para manter alto
o esforço de preservar o STF, os poderes e embaixo as investigações. Ainda
assim, elas [as investigações] fizeram muita coisa mudar. O clube se desfez,
virou uma arena de luta livre, tipo vale tudo. Chute nas partes íntimas, furo
ao olho, principalmente por quem se achava na condição de escolher a modalidade
esportiva do clube e como atuar. Hoje, o presidente dessa agremiação, Edson
Fachin resolveu tentar pôr a bola no chão. Reagiu depois de ter sido apeado do
cargo por Flávio Dino”, comentou Waack.
Entre as decisões anunciadas por Fachin, destaca-se
a intenção de retirar Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake
news e submeter ao plenário a abertura de investigação contra o próprio Moraes,
apontado como o principal símbolo da crise institucional atual. Fachin também
busca lidar com o comando da Polícia Federal em meio a críticas contundentes à
condução de inquéritos.
Concluindo a análise, Waack avalia que o “Supremo
Futebol Clube” parece ter encerrado a fase de tomadas de decisão isoladas,
enquanto a opinião pública manifesta forte rejeição ao espetáculo institucional
vigente.
Com informações da CNN Brasil
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