O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou
novas medidas de impacto social. Horas depois de confirmar um reajuste de 15%
no Bolsa Família, que elevará o piso para R$ 691 e o valor médio para R$ 777 a
partir de outubro, o chefe do Executivo prometeu a distribuição gratuita de
canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade.
A promessa foi feita durante agenda em Montes Claros
(MG), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na ocasião, o
presidente classificou o medicamento como uma “caneta mágica”. “Essa tal dessa
canetinha que ele falou aí, a canetinha mágica. Essa canetinha vai ser
utilizada para cuidar, de graça, das pessoas que tenham obesidade, quando o
médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema, de se curar”, declarou
Lula.
O anúncio eleitoreiro acontece na reta final da
campanha, em um momento de crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro e
ameaça real à reeleição de Lula. A medida veio sem prazo de implementação,
sem clareza sobre fontes de financiamento específicas e sem definição se a iniciativa
sairá do papel ainda no atual mandato ou em um eventual quarto governo.
Mudança de tom e contradições
A promessa atual contrasta diretamente com
declarações anteriores do próprio presidente. Em março, Lula havia feito duras
críticas à distribuição indiscriminada de remédios de alto custo para perda de
peso, ironizando na ocasião que o Estado não poderia “dar de presente Ozempic”
para quem não adota hábitos saudáveis.
Na época, o mandatário cobrou disciplina da
população, afirmando que os pacientes precisam “aprender a tirar a bunda da
cadeira e andar um pouco” em vez de depender apenas de medicações.
Impacto fiscal e contexto eleitoral
O anúncio das canetas emagrecedoras coroa um pacote
de medidas de forte apelo eleitoral divulgado no mesmo dia. O reajuste do Bolsa
Família, que segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento custará R$ 5,8
bilhões aos cofres públicos já neste ano e saltará para R$ 22 bilhões em 2027,
foi defendido pela pasta como viável dentro do espaço fiscal.
Com informações do UOL


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