O Brasil poderá integrar o Escudo das Américas,
coalizão de segurança liderada pelos pelos EUA, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja
eleito presidente. “O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano
que vem, porque eu vou colocar o Brasil também para se unir a todos esses
países que vão se juntar para combater os narcoterroristas”, prometeu
Flávio durante uma live na quarta-feira (23).
Flávio também disse que pretende propor ao Congresso
uma mudança na legislação para classificar o PCC, o Comando Vermelho e as
milícias como organizações narcoterroristas.
Lançado em março, em Miami, o Escudo das Américas
reúne países do continente para ações contra cartéis e o crime organizado. Na
terça-feira (22), Estados Unidos e outros 14 governos assinaram uma declaração
que classifica 24 organizações como “narcoterroristas transnacionais”,
incluindo PCC e CV.
Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Chile,
Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru assinaram o documento. Brasil,
Uruguai, Suriname e Venezuela ficaram de fora.
O governo Lula é contrário à classificação de PCC e
CV como organizações terroristas. O Ministério da Justiça afirma que o Brasil
já possui instrumentos legais para combater organizações criminosas, enquanto o
Itamaraty alertou para possíveis consequências caso os EUA usem a classificação
como justificativa para ações militares em território brasileiro.

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