2026 é ano de eleição geral (presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais). Não há eleição para prefeito em 2026 — municipal é só em 2028. Então uma pesquisa que pergunta "em quem você votaria para prefeito" numa mesma rodada com governador e senador é, no mínimo, atípica.
É uma pesquisa encomendada por algum grupo político local, usando o guarda-chuva da pesquisa estadual/federal para "testar" um nome familiar. Isto deve ser simplesmente uma enquete informal vendida como "pesquisa eleitoral" para dar aparência de legitimidade a um movimento político.
Sinais de alerta, neste caso:
Excluir um
ex-prefeito de três mandatos (Jorginho Bezerra) da lista estimulada é estranho
— raramente um nome com esse histórico eleitoral fica de fora.
Excluir várias
lideranças reconhecidas ao mesmo tempo (Cacá Bezerra, Erociano Feliciano,
Nilson Lima, Lilico Bezerra) é um padrão, não um caso isolado — e padrões assim
costumam favorecer quem sobrou na lista.
Toda
pesquisa eleitoral registrada no Brasil é obrigada a divulgar a ficha
completa no site do TSE (metodologia, quem contratou, quem executou,
quantidade de entrevistados, data, e principalmente a pergunta exata que foi
feita, com a lista de nomes usada). Se essa pesquisa não tem registro no TSE,
ou não divulga a ficha, isso já é motivo concreto de desconfiança — não é
"prática comum", é exigência legal para pesquisas eleitorais formais.
Esta pesquisa é um tanto estranha

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