O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou,
durante sabatina no da TV Globo, que as suspeitas de tráfico de influência
contra seu filho Fábio Luís, o Lulinha, são “ilações tiradas de telefonemas”. O
petista declarou acreditar na inocência do filho, negou a existência de provas
de desvio de recursos públicos e garantiu que “não haverá da parte da
Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho”,
acrescentando que “se o Fábio cometeu qualquer ilícito ele terá que pagar como
qualquer cidadão brasileiro”.
Para rebater as denúncias, Lula recorreu ao
histórico da Operação Lava Jato, classificando o processo como a “maior mentira
montada nesse país”. Ele acusou o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan
Dallagnol de mentirem à imprensa e afirmou que sua ex-esposa, Marisa Letícia,
“morreu por conta da falsa acusação que foi feita na Lava Jato”, recordando que
o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a parcialidade de Moro no caso em
2021.
Questionado sobre as negociações entre a lobista
Roberta Luchsinger e seu ex-chefe de gabinete, Marcola, o presidente admitiu
que o auxiliar “errou” ao receber R$ 249 mil da empresária, quantia descrita
como empréstimo pessoal para quitar uma dívida.
“O Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não
é esse o papel do chefe de gabinete”, declarou. Apesar disso, Lula pediu
cautela contra julgamentos precipitados: “Eu fui acusado de ter um apartamento
que eu não tinha, eu fui acusado de ter uma chácara que eu não tinha. Portanto,
como eu não sou juiz, eu vou muito devagar com isso. Eu não gosto de fazer
pirotecnia com acusações sem que você termine o inquérito”, comentou o
presidente.
Com informações do UOL.

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